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Empresas brasileiras acusadas de fraude com bitcoins serão alvo de audiência na Câmara

Será realizada nesta quarta-feira, 8, uma audiência pública para debater a possibilidade de crimes, no âmbito do mercado de moedas virtuais, e as suas implicações para os consumidores

08 de Novembro de 2017 - 17h43

Preocupada com as notícias de que as empresas brasileiras D9 e MinerWorld estão sendo investigadas pela Comissão Nacional de Valores do Paraguai sob acusação de fraude, e suspeita de operar um esquema de pirâmide financeira, a Comissão Especial das Moedas Virtuais da Câmara dos Deputados realiza nesta quarta-feira, 8, audiência pública para debater a possibilidade de crimes no mercado de moedas virtuais, e as suas implicações para os consumidores. 

O encontro foi proposto pelos deputados Expedito Netto (PSD-RO), Aureo (SD-RJ) e Alexandre Valle (PR-RJ). “A Minerworld se apresenta como uma empresa ‘mineradora’ de bitcoin, com base tecnológica em Cidade Del Leste, e afirma ter um moderno e inovador Parque de Mineração na China”, afirma.Expedito Netto. 

Segundo ele, a empresa atrai investidores oferecendo lucros da mineração de bitcoins. Em agosto deste ano, a MinerWorld foi denunciada ao Ministério Público Federal por oferecer aos seus clientes retornos exorbitantes, de até 100% do investido, bem como bônus àqueles que indicassem novos investidores para o esquema. 

A denúncia está sob análise na Coordenadoria Criminal da Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul e aponta para a possibilidade de prática de pirâmide financeira ou esquema ponzi, o que caracteriza crime contra a economia popular. 

“O fato denota a possibilidade de fraudes no mercado de moedas virtuais e enseja a oitiva do Ministério Público Federal, cuja função é punir essas práticas, bem como da Secretaria Nacional do Consumidor”, defende Expedito Netto. Com Agência Câmara.