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Em meio a incertezas, bitcoin despenca e perde quase metade do seu valor

Moeda digital, que teve valorização de 1.400% em 2017, com recorde de US$ 20 mil, é negociada a US$ 11,5 mil

19 de Janeiro de 2018 - 09h21

Há grandes chances de que se você integra o perfil de um investidor conservador, a mais popular das moedas criptografadas não despertou picos nos seus níveis de ansiedade. Investir em bitcoins requer certo sangue frio. Isso porque a moeda que quase bateu os recordes US$ 20 mil no final do ano passado quando estreou na Bolsa de Chicago, hoje, sexta-feira (19/01), é negociada em US$ 11,5 mil.

A volatilidade do bitcoin já é conhecida e por isso mesmo desperta grandes emoções daqueles que buscaram investir na moeda. Depois de acumular valorização de 1.400% em 2017, o ativo perdeu quase metade de seu valor em 30 dias. Nessa quarta-feira (17), chegou a pousar em US$ 9,4 mil. Para analistas do mercado, a queda está relacionada a sinalização de que países como China e Coreia do Sul têm intenção de regular o setor de criptomoedas.

Ex-bilionários

Entre os investidores mais entusiastas do bitcoin estão os gêmeos Cameron e Tyler Winklevoss. Eles ficaram conhecidos após processarem Mark Zuckerberg, alegando que o CEO do Facebook teria roubado a ideia deles para construir o hoje império da rede social.

Com o processo, os irmãos ganharam US$ 65 milhões e desses, US$ 11 milhões foram utilizados para a compra da moeda virtual que, na época, valia cerca de US$ 120. O aumento meteórico impulsionou o investimento dos irmãos Winklevoss para mais de US$ 1,7 bilhão. Em 2015, eles criaram a própria bolsa da moeda digital, chamada Gemini Exchange. Mas com a desvalorização da última semana, a fortuna dos gêmeos amargurou um bocado e caiu 37%. Segundo a Bloomberg, os Winklevoss já não são mais bilionários e as economias dos dois, juntas, valem cerca de US$ 740 milhões.

Outras moedas virtuais também não tiveram sorte nesta última semana. O ether chegou a cair 33%, enquanto a litecoin recuou 35%. O futuro do bitcoin ainda é incerto. Apesar de ter valorizado desde a noite da quarta-feira, a consultoria MarketWatch avalia que a moeda pode cair ainda mais 20%, para cerca de US$ 8 mil.