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Em meio a atritos com os EUA, Kaspersky Lab aumenta receita em 8%

Valor de US$ 698 milhões chega ao patamar estabelecido pelo fundador e CEO Eugene Kaspersky em outubro

19 de Janeiro de 2018 - 12h48

A empresa russa de cibersegurança Kaspersky Lab driblou as polêmicas com o governo norte-americano em 2017 e registrou aumento de 8% na sua receita, em relação ao ano anterior.

Os EUA proibiram em setembro todas agências governamentas a usarem produtos Kaspersky por conta de investigações sobre uso do software por agências russas de espionagem.

A proibição derrubou em 8% as vendas na América do Norte, mas os resultados foram compensados por fortes desempenhos na América Latina, Rússia e na Comunidade de Estados Independentes, afirmou a empresa.

A Kaspersky se defende das acusações dos norte-americanos e nega que tenha qualquer vínculo com o governo. Até por isso, a empresa justifica a queda na região devido a "desafios geopolíticos e alegações infundadas".

A receita da empresa somou US$ 698 milhões, contra US$ 644 milhões em 2016. O valor chega ao patamar de US$ 700 milhões estabelecido pelo fundador e CEO Eugene Kaspersky em outubro. "Apesar da difícil situação geopolítica, acusações infundadas e tentativas de minar nossos negócios, a empresa mantém dinâmicas positivas", afirmou Eugene Kaspersky.