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'Ecossistema' móvel deve responder por US$ 360 bi do PIB na América Latina até 2025

Penetração da internet na região alcançará 85% da população e terá 459 milhões de usuários de internet móvel, segundo estudo da Frost & Sullivan

31 de Agosto de 2017 - 17h19

Nos próximos anos, a transformação digital continuará se aprofundando no mundo e a América Latina não será a exceção. Este processo manterá correlação com diversos aspectos e tendências econômicas, sociais e culturais, segundo dados da consultoria Frost & Sullivan divulgados recentemente em seminário web realizado pela 5G Americas.

Entre as principais tendências de conectividade, espera-se que na América Latina atinja cerca de 2,5 bilhões de dispositivos conectados à internet até 2025, equivalentes a 3,5 dispositivos por pessoa. A penetração da internet na região alcançará 85% da população, e terá 459 milhões de usuários de internet móvel.

O ecossistema móvel também terá um considerável impacto na economia, com uma contribuição ao produto interno bruto (PIB) estimada em US$ 360,3 bilhões até 2025.

A Frost & Sullivan projeta que o PIB total da região alcance US$ 7,3 trilhões, com o Brasil e o México representando 45% desta cifra. O setor de serviços responderá por 68% do PIB e empregará mais de 60% da população. Estima-se também que as economias latino-americanas pequenas mostrem um melhor desempenho, sendo que o Panamá, Bolívia e Costa Rica irão liderar o crescimento econômico nos próximos dez anos.

A consultoria considera também que o Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, Trans-Pacific Partnership) trará mais comércio e oportunidades com a Ásia e o Pacífico. Ao mesmo tempo, terá uma influência crescente da China, que investirá US$ 250 bilhões na região até 2025.

Entre as principais tendências sociais, a Frost & Sullivan prevê uma população com mais longevidade, com 15% da população com mais de 60 anos de idade, e uma classe média crescente, chegando a mais de 70% do total da população. Além disso, a participação das mulheres na força de trabalho chegará a 50%. Em termos de emprego, espera-se que aqueles trabalhos que requerem recursos humanos únicos (como a educação e o cuidado de pessoas, entre outros) serão os menos ameaçados pela automatização.

Entre as principais forças da transformação digital encontram-se a conectividade móvel, o Big Data e a Internet das Coisas (IoT). A Frost & Sullivan acredita que estas forças irão redefinir os modelos de negócios e irão gerar rupturas, incluindo os setores tradicionais.