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Dropbox abandona AWS para usar sua própria infraestrutura

Parceria com a Amazon Web Services permanecerá válida apenas para os usuários europeus

14 de Março de 2016 - 17h57

Depois de anos confiando na nuvem da Amazon para armazenar arquivos de seus usuários, a Dropbox decidiu usar a sua própria infraestrutura para atendê-los.

"Estamos animados por já estarmos armazenando e servindo mais de 90 por cento dos dados de nossos usuários a partir da infraestrutura customizada", disse a empresa em um post no blog segunda-feira.

O serviço da Dropbox guarda dois tipos de dados: o conteúdo do arquivo e os metadados sobre os arquivos e os usuários. O serviço sempre teve uma arquitetura híbrida, em que os metadados ficavam armazenados em servidores Web localizados no data center a empresa, enquanto o conteúdo dos arquivos era armazenado na Amazon.

O crescimento do Dropbox levou a empresa a construir o seu próprio sistema de armazenamento de volta em 2013, com lançamento inicial no início de 2015. Em outubro, a empresa atingiu o objectivo de servir 90 por cento de seus dados a partir de sua infraestrutura in-house.

Desempenho e a necessidade de personalização foram os grandes motivadores para a mudança.

"Sabíamos que seria um desafio construir um dos maiores sistemas de armazenamento em escala exabyte do mundo", disse a empresa. "Ficou claro para nós desde o início que teríamos que construir tudo a partir do zero, uma vez que não há nada na comunidade de código aberto confiabilidade comprovada nessa escala."

Segundo a Dropbox, a parceria com a Amazon será mantida enquanto ela fizer sentido, em particular a nível mundial. Ainda este ano, a empresa planeja expandir a sua relação com a AWS para armazenar dados na Alemanha para os clientes empresariais europeus.

No mais, usuários de outras regiões não deverão notar nenhuma diferença no uso do serviço. "Seus arquivos serão sincronizados com a mesma confiabilidade e desempenho de antes, em todos os seus dispositivos", disse T. J. Keitt, analista sênior da Forrester Research.

As implicações maiores são estratégicas.

"Empresas de nuvem como Amazon, Facebook e Google têm construído a sua própria infraestrutura em escala global para lidar com bilhões de transações e milhões de usuários", disse Keitt. "A Dropbox apontou sua seta na mesma direção e não pode ser restringida pelo uso da infraestrutura de terceiros."

Na opinião da empresa, infraestrutura não é um utilitário ou uma mercadoria. Pelo contrário, "a Dropbox vê o fato de ter a sua própria infraestrutura como facilitador para suas ambições de ser mais do que um sistema interessante de sincronização arquivos. O desejo é o de ser uma plataforma de colaboração pronta para competir com Google e Microsoft em ambos as arenas, a dos consumidores finais e a dos usuários corporativos."