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Doze formas de explorar com sucesso as tecnologias disruptivas

Novas tecnologias estão ao alcance de todos. Veja como explorar recursos disponíveis para potencializar a inovação na sua empresa

22 de Março de 2016 - 08h20

As grandes corporações não são as únicas a investirem em tecnologias digitais que estão mudando a forma como operam. Na verdade, as novas tecnologias estão ao alcance de todos. Especialmente as pequenas empresas, ressalta a empresa de recrutamento de TI Talent International, com operações na Austrália, Nova Zelândia, Sudeste Asiático, Ásia do Norte e no Reino Unido. Em muitos casos, as pequenas empresas e as startups estão melhor posicionadas para maximizar o uso de tecnologias emergentes.

Em 2015, o prêmio Talent Unleashed, que teve um júri composto por personalidades como Richard Branson, da Virgin, e Steve Wozniak, co-fundador da Apple, além do ex-CIO da Boots, Jonathan Vardon, elegeu Russell Francis, da Velpic, como o "CIO mais disruptivo“.

A equipe da Talent International perguntou os candidatos como lidar com as ameaças disruptivas em seus respectivos setores. As respostas foram compiladas em 13 dicas sobre como lidar com a disrupção.

1. Liderar a inovação. O CIO precisa conduzir os processos inovadores, capazes de aumentar a vantagem competitiva e a rentabilidade da empresa. Ele deve ser a ameaça perturbadora.

A tecnologia deve ser sempre um facilitador, nunca uma barreira. Isto exige que o CIO esteja vários passos à frente no entendimento do estado da arte da tecnologia e das iniciativas da concorrência.

O CIO precisa identificar oportunidades, orientar e apoiar os seus colegas para transformá-las em realidade. O responsável tem de ser um líder organizacional, não um chefe de TI. è uma mentalidade e não uma posição.

2. Aprender com os novos intervenientes. A primeira coisa que os CIOs devem fazer é estarem atentos e receptivos a novos intervenientes nos setores das suas organizações, sem se importarem com a dimensão desses agentes. Há mais benefícios no reconhecimento e aprendizagem sobre o que estão inovando na área de atuação dos CIOs do que em ignorá-los.

Mas se manter bem informado sobre os novos desenvolvimentos do mercado já é uma tarefa considerável por si só e não pode ser apenas da responsabilidade do CIO.

3. Vasculhar o horizonte. Os CIOs devem reservar um tempo para explorar o horizonte ou olhar para futuros cenários da tecnologia. Questionarem-se sobre os impactos que as inovações terão nos clientes, na cadeia de abastecimento, nas receitas, nos lucros, entre outros.

Trocarem suas percepções com o CEO e outros executivos C-level. Educá-los a respeitos das novas tecnologias, com as quais precisam estar minimamente familiarizados.

E, por fim, tomarem a iniciativa.

Não esperem que as disrupções aconteçam, sejam disruptores!

4. Pensar como se estivessem conduzindo uma startup. Pensem nos segmentos verticais e nos mercados onde a empresa está presente. Como incomodariam o líder de mercado, se fossem um novo concorrente, ou mesmo como fariam uma disrupção de toda a indústria?

Organizem sessões regulares internamente para avalioar que rupturas são pertinentes. Em alguns casos é útil capacitar uma equipe, separada daquela responsável por manter a operação da empresa, encarregada de buscar a inovação.

5. Promover uma cultura disruptiva. Os CIO precisam de criar continuamente uma cultura capaz de promover as rupturas positivas. Mesmo que em pequena escala, isso pode ser fundamental para quebrar uma rotina e um ciclo, no qual, de outra forma, as pessoas se manteriam estagnadas numa função de trabalho, aceitando a situação vigente.

Em última análise, incentive a empresa a reinventar suas próprias soluções e processos. Trate de romper com as melhores inovações tecnológicas da empresa, que já não gera resultados tão bons assim, antes que um concorrente o faça.

6. Ganhar agilidade. Se as organizações procurarem lidar com a ameaça de novos protagonistas, gastando muito tempo vendo o que estão fazendo, para só depois reagirem, correm o risco de serem demasiado lentas: é raro as grandes organizações serem ágeis o suficiente, para competir com uma mudança verdadeiramente disruptiva no mercado.

Concentram-se muito na sua própria abordagem para repensar os seus melhores produtos e serviços, inovando-os. Isso é alcançado trabalhando a cultura e a mentalidade da organização.

7. Ouvir mais os novos trabalhadores. Algumas semanas após novos membros entrarem na organização, perguntem-lhes o que mudariam nela. Em seguida, questione-os se a empresa é suficientemente ágil para experimentar as mudanças propostas.

Os novos trabalhadores não estão comprometidos com a cultura e o modus operandi da empresa. Podem ajudar na implantação de tecnologias de vanguarda.

8. Evite o “sonambulismo”. Há um risco real de os líderes de mercado ou concessionárias de serviços avançarem de forma “sonâmbula” para uma mentalidade conservadora e ou protecionista. Mentalidade leva a uma crescente aversão à inovação.

9. Inspirar a equipe de TI. Existe a necessidade de garantir que a equipe de TI permaneça forte e colaborativa, envolvida na gestão quotidiana dos sistemas, contribuindo para a geração de valor para o negócio, permitindo e fazendo a mudança. Os CIOs devem envolver realmente sua equipe, desenvolvê-la e mantê-la estimulada.

Inspire e cultive o grupo. Instaure uma cultura de colaboração.

10. Ser facilitadores. O papel dos líderes de TI das organizações está a evoluindo rapidamente, afastando-se de um curador de hardware e software, aproximando-se do agente responsável pela adoção de modelos de negócios disruptivos. Identificar a combinação de vetores de disrupção não é fácil, mas o ritmo de mudança é de tal, que o risco de ignorá-los pode ser fatal.

O CIO tem um ponto de vista único sobre toda a empresa e deve desenvolver as competências para detectar tecnologias disruptivas e fornecer formas de os colegas poderem adotá-las. Este é um ponto de inflexão no papel de liderança tecnológica e não deve ser desperdiçado.

11. Ter uma plataforma de tecnologia ágil. Em termos práticos, seja capaz de criar e adoptar soluções capazes de levar a empresa a reagir rapidamente às mudanças do mercado, ou a antecipá-las.

12. Envolver as áreas de negócio. Tornem-se conselheiros confiáveis e respeitados do negócio através da entrega de mudanças práticas e eficazes, do ponto de vista do custo, e dos benefícios gerados para o negócio, claros e demonstráveis. Para serem CIOs de sucesso, procurem envolver-se totalmente com todas as partes interessadas nas mudanças e seus resultados.