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Dois anos após deixar Dell, SonicWall acelera ritmo de inovação

Country manager da empresa no Brasil faz balanço sobre período e destaca nova suíte de produtos

10 de Julho de 2018 - 13h06

"Fizemos mais atualizações nos últimos dois anos do que nos quatro anteriores". A afirmação é de Arley Brogiato, country manager da fornecedora de soluções para segurança de redes SonicWall no Brasil, referindo-se ao período da empresa de 2016 em diante, após voltar a ser uma companhia independente.

Em 2012, a Dell adquiriu a SonicWall e, quatro anos depois, em meio à fusão entre Dell e EMC, os fundos de investimentos Francisco Partners e Elliott Management adquiriram a Dell Software Group e, com isso, as empresas Quest e SonicWall, que pertenciam ao grupo, passaram a atuar de forma independente. As empresas ainda mantêm relação, com a Dell sendo um integrador SonicWall.

Mas o que mudou para o fabricante de soluções de segurança?

Brogiato comenta que a Dell, com seu nome forte no mercado, ajudou a abrir diversas portas, além de entrar forte no mercado enterprise. Um dos destaques da parceria foi com o desenvolvimento de um firewall enterprise, que permite a integração com switches Dell para empresas de pequeno porte. Houve um forte cruzamento de tecnologias, lembra Brogiato.

Mas, por outro lado, o executivo comenta que a SonicWall passou a ser apenas uma unidade de negócios de 4 mil pessoas, em meio aos 110 mil colaboradores da Dell. "A operação sempre foi independente, com headquarters separados, mas o foco principal da Dell não era segurança."

Agora, novamente 100% independente, o executivo diz que a empresa tem adotado um ritmo interessante de inovação. As novidades fazem parte do foco total em cloud com uma nova suíte de segurança. "Estamos seguindo a tendência de cloud, adaptando as tecnologias para o ambiente em nuvem", aponta.

Com doze novos produtos e importantes atualizações, a SonicWall apresentou no último mês o Capture Cloud Platform, que oferece segurança de maneira integrada por meio de gerenciamento escalável na nuvem que protege redes, endpoints, e-mail, dispositivos móveis e usuários remotos.

Esta iniciativa é protagonizada por aprimoramentos no Capture Security Center e novas gerações de firewalls e recursos de proteção endpoint. Juntas, essas ofertas permitem automatizar em tempo real a detecção e prevenção contra violações, proporcionando desempenho de alto nível e baixo custo total de propriedade (TCO).

No Brasil, Brogiato diz que a companhia cresceu dois dígitos entre 2016 e 2017, melhor resultado dos últimos anos. "As novas ofertas equilibraram a crise no Brasil", disse, citando os setores de Educação, Varejo, Hospitalar e Agronegócios como três dos principais para a SonicWall no país.

Uma das apostas é a oferta do chamado modelo segurança as a service, em que os clientes finais pagam um fee mensal para integradores. A nova suíte tem esse formato. "Não importa se o dólar subir, por exemplo. O valor será mantido", garante.

Cenário

Um estudo recém-divulgado pela empresa mostra porque o Brasil é uma das grandes apostas para a companhia.

A pesquisa mostra que o Brasil e, em especial, o estado de São Paulo, é uma região muito visada pelos criminosos digitais. Análises realizadas pelo SonicWall Security Center em abril e maio indicam que, nesse período, apenas São Paulo foi alvo de 3,03 milhões de ataques.

“Outra peculiaridade do mapa digital brasileiro é que a incidência de ransomware baixou 26%, comparado ao mesmo período do ano anterior”, observa Simone Oliveira, Gerente de Marketing da SonicWall no Brasil.

Ainda, o levantamento mostrou que 3,3% de todos os ataques direcionados contra o Brasil estão relacionados com tentativas de sequestro de dados.

Esse quadro contrasta com o que foi mostrado no relatório SonicWall de CiberAmeaças 2018, divulgado em março passado. “Houve uma queda de 71,2% de ataques de ransomware em todo o mundo; esse mesmo levantamento mostra, no entanto, que a região das Américas continua sendo alvo desses ataques, recebendo 46% de todas as tentativas de ransomware disparadas em 2017”, diz Simone. “O fato dos ataques ransomware no Brasil só terem baixado 26% nos últimos meses pode indicar o desconhecimento de uma grande parcela da população sobre como identificar e se proteger desse tipo de ataque”, completa.

Outra modalidade de ataque que continua avançando no Brasil é o phishing – vetor importante dos ataques de ransomware e outras modalidades. Análises do SonicWall Security Center mostram que o Brasil só está atrás dos EUA em ataques deste tipo. Enquanto 14,75% do malware direcionado aos EUA é phishing, no Brasil essa marca é de 11,1%.

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