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Digitalcomm migra operações para nova plataforma de nuvem e melhora nível de serviço

Fornecedora de software escolheu a plataforma OpenStack do UOLDiveo para consolidar operações em uma única nuvem, mais robusta e com gerenciamento mais eficiente

02 de Agosto de 2017 - 18h53

Com o ritmo acelerado de crescimento dos negócios registrado nos últimos dois anos, a Digitalcomm, fornecedora de software de processamento de pagamento de fretes e pedágios, sentiu a necessidade de implementar uma plataforma de nuvem que atendesse não apenas às novas demandas, mas que também possibilitasse que a solução DCLOGG fosse hospedada em uma única nuvem.

Assim, depois de muitos estudos, a empresa optou pela plataforma OpenStack, do UOLDiveo. Uma das razões para a escolha foi justamente o fato de a plataforma ter permitido à Digitalcomm acabar com o problema de hospedar a solução DCLOGG em diferentes nuvens a cada novo cliente conquistado. Outro aspecto que pesou a favor da decisão foi a possibilidade de configurar a nuvem dinamicamente, seja sob o ponto de vista de processamento, tráfego ou rede, já que a solução da empresa oferece um amplo conjunto de funcionalidades e versatilidade. Estes fatores, mais o fato de o UOLDiveo ser uma empresa 100% nacional e com atendimento local, também contribuiu para a escolha.

Fundada em 2007, a Digitalcomm nasceu com o objetivo de desenvolver soluções de tecnologia e prestar serviços de consultoria de TI ao mercado corporativo. Ao longo de uma década de operação, a empresa tornou-se referência em suas três principais linhas de negócio: soluções SAP, soluções CA Technologies e soluções para o mercado de transportes e logística.

Neste último pilar, a Digitalcomm ganhou o mercado com uma solução desenvolvida internamente e voltada para o processamento de pagamentos de frete e pedágios, o DCLOGG. “Com este produto, atendemos nove das dez maiores contratantes de frete do mercado nacional e movimentamos mensalmente mais de R$ 100 milhões em pagamentos de pedágio”, revela Rodrigo Barbosa, fundador da Digitalcomm. Segundo ele, a redução proporcionada pela solução somente com imposto na conta de pedágio é, em média, de 8%. Isso pode representar uma economia de até R$ 15 milhões por mês, considerando o preço médio do pedágio no país.

O executivo lembra que O DCLOGG foi inicialmente desenvolvido para ser implementado on premisses nos clientes da companhia, mas o primeiro cliente logo indicou a preferência por ter acesso à solução como serviço. Para atendê-lo, a Digitalcomm contratou um provedor e, depois, a cada novo cliente, um novo contrato era estabelecido.

“Nos últimos quatro anos, acumulamos vários contratos com diferentes fornecedores em nuvem e isso foi se tornando complexo. Há um ano, decidimos consolidar nossas ofertas em um único fornecedor”, lembra. Inicialmente, a companhia avaliou a aquisição de uma infraestrutura para a realização de colo cátion, mas a ideia foi deixada de lado diante da possibilidade de se utilizar a plataforma OpenStack como serviço.

Gerenciamento da plataforma

Barbosa lembra que, ao pesquisar no mercado as opções para a consolidação de suas ofertas, ficou impressionado com as possibilidades de gerenciamento oferecidas pela plataforma OpenStack, baseada em tecnologia Intel. “Foi o que mais nos chamou a atenção. A tecnologia nos permite usar recursos que vão muito além do desempenho das máquinas”, ressalta, citando como exemplo a possibilidade de criar redes privadas e subnets e de fazer o balanceamento de carga de seus servidores sem a necessidade de acionar o suporte. “O gerenciamento foi o principal fator para a escolha da tecnologia. Para nós, o OpenStack caiu como uma luva”, diz.

“A partir desse momento precisávamos procurar um fornecedor. Nós já tínhamos uma relação de anos com o UOLDiveo por conta de um cliente comum. Como o relacionamento era muito bom, nós os procuramos e vimos que eles poderiam nos atender”, lembra.

O contrato com o UOLDiveo foi fechado em 2016. Barbosa lembra que, nos primeiros três meses, não levou nenhuma operação para a nova nuvem. O período foi utilizado para que sua equipe tomasse conhecimento da nova plataforma. Após isso, migrou a primeira operação a qual foram seguidas por mais duas operações de grande porte. “Em todas elas a resposta foi muito boa, o que nos permitiu começar a utilizar cada vez mais recursos da nova plataforma”, lembra.

Agora a Digitalcomm prepara a migração de seus demais clientes, que será feita à medida que vencerem os contratos com seus atuais fornecedores de nuvem. “Venceu o contrato, migramos para a nuvem OpenStack”, ressalta Barbosa.

Escalabilidade e confiabilidade

“No caso da Digitalcomm, a plataforma OpenStack atendia a todos os requisitos do cliente, por isso não tínhamos dúvida de que uma única nuvem era a solução que eles precisavam”, afirma Luiz Vianna, diretor de marketing e alianças estratégicas do UOLDiveo.

Para a oferta de nuvens baseadas na plataforma OpenStack, o UOLDiveo conta com a parceria da Intel. Com essa parceria, empresa desenvolveu uma estrutura de nuvem baseada em OpenStack e com solução de traje desenvolvida sobre Esses Intel e Cepa, solução de armazenamento definida por software.

Hoje, a nuvem OpenStack da Digitalcomm no UOLDiveo é formada por oito servidores virtuais, baseados em processadores Intel Xeon. De acordo com Barbosa, acompanhando a estratégia de migrações, este número deve chegar a 20 máquinas até o fim deste ano e a 50 máquinas em 2018. “Para nós, a OpenStack é nosso data center. Temos ali um mini data center que conseguimos gerenciar de acordo com nossas necessidades”, diz.

Barbosa diz que o crescimento da Digitalcomm não se dará somente por conta das migrações dos clientes da companhia. Ele lembra que, a partir do ano que vem, a companhia deve migrar também sua estrutura (sistema de gestão, sistema de abertura de chamados, e-mail etc.) para a nuvem UOLDiveo. “Vou migrar todo o ERP porque o OpenStack me permite segregá-lo em uma sobree separada. Isso a plataforma nos entrega muito bem.”

Todo o processo de mudança para a nuvem baseada em OpenStack deve representar um investimento de US$ 150 mil nos próximos três anos, ao final dos quais toda a estrutura da empresa deverá estar na nova nuvem. Barbosa lembra que a aposta está lastreada nos resultados obtidos até aqui.

“Em uma sobrecarga, por exemplo, conseguimos rapidamente subir uma nova máquina sem a necessidade de abrir chamados ou comprar novos produtos. Isso é fantástico”, comemora, lembrando que, em um ano na nova plataforma, não houve registro de nenhum incidente.  Outro benefício destacado por Barbosa foi a escalabilidade conquistada.

“Melhorou muito o nosso nível de serviço. Poder escalar e atender novos clientes rapidamente e de forma simples agora é um diferencial de nosso negócio”, diz. Outro fator destacado é o nível de automação oferecido pela plataforma OpenStack do UOLDIVEO, que permite subir uma nova máquina ou realizar atualizações sem qualquer impacto na operação. “Para os nossos clientes, a sensação é de que eliminamos as paradas programadas. Isso porque a OpenStack permite fazer a gestão de atualizações sem paradas”, ressalta.