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Dez oportunidades de ouro para startups em 2016

Wearables, casas conectadas, saúde, big data e exploração espacial. Listamos as 10 categorias mais promissoras para jovens empresas

08 de Janeiro de 2016 - 11h19

No ano de 2015 vimos muitas empresas se destacarem ao oferecerem tecnologias para drones, realidade virtual, impressão 3D e Internet das Coisas.

Esse ano, investidores de risco e analistas da indústria disseram que o mundo da tecnologia deve esperar mais do mesmo.

“A maioria das startups em 2016 não tentarão liderar revoluções ou inaugurar novas indústrias”, disse Igor Shoifot, parceiro de investimentos da TMT Investments. “Ao invés disso, elas estarão reforçando tecnologias existentes, produtos, serviços ou ecossistemas transacionais para salvar tempo, dinheiro e esforços de usuários, ajudando-os a realizar escolhas melhores e mais fáceis”.

Na lista abaixo, separamos as 10 categorias mais promissoras para startups, tendências e oportunidades que esperamos ver em 2016.

1. Wearables nos negócios

Os consumidores de hoje já aceitaram bem tecnologias vestíveis, como a Fitbit e outros produtos de monitoramento. No entanto, no mundo corporativo, o mercado de vestíveis ainda é nascente, porém promissor, segundo Ludo Ulrich, chefe de relações com startups para a Salesforce.

“Dispositivos vestíveis podem ser uma boa ferramenta estratégica para melhorar a performance dos negócios”, disse. Tecnologias do tipo estão se tornando cada vez mais presentes em ambientes de trabalho que podem beneficiar várias indústrias, como serviços, varejo, medicina, vendas e marketing.

2. Casas conectadas

Dispositivos para casas inteligentes, incluindo o termostato Nest do Google, não são exatamente novos.

Entretanto, preocupações sobre segurança de dispositivos de IoT (sigla em inglês para Internet das Coisas) em casa dificultaram a adoção de tais gadgets em maior escala.

Mas trata-se de uma questão de tempo, na visão do cofundador da aceleradora de hardware Make in LA, Shaun Arora. “A medida que usuários adotarem mais dispositivos, incluindo wearables, a casa conectada não será mais um problema. As pessoas vão querer que tudo, desde seus carros aos liquidificadores, se conecte uma as outras e monitorem a eficiência da mesma forma que se tornou comum monitorar batimentos cardíacos e passos”.

3. Proteção à privacidade

A medida que usuários adotam mais pulseiras inteligentes e instalam recursos, centros multimedia e termostatos em suas casas, eles também passam a exigir maior controle sobre quem acessa tais informações que todos os dispositivos coletam.

“Encontrar o desafio de ajudar companhias a coletar tais informações garantindo privacidade dos usuários cria uma excelente oportunidade para empresários de tecnologia em 2016", indicou Stuart Bailey, fundador da Infoblox.

4. Tecnologias contra o terrorismo

O ataque às torres gêmeas em setembro de 2001 levou muitas startups a desenvolverem tecnologias de evacuação e segurança, de acordo com Moshe Hogeg, da Singulariteam.

Os recentes ataques terroristas que tomaram Paris, no final de 2015, devem motivar da mesma forma startups a fornecerem “soluções contra atividades terroristas em 2016”, disse.

Governos estarão buscando soluções para investir que possam nos proteger de tais ataques.

A guerra contra o terrorismo também aumentará o interesse em “robôs que conseguem poupar vidas humanas” em situações de sequestro, prevê Hogeg.

5. Serviços de cibersegurança para proteger negócios

Hackers maliciosos e cybercriminosos estão cada vez mais sofisticados, exigindo novas formas para companhias se protegerem.

Porém, a medida que novas soluções de segurança surgem, hackers começam a encontrar formas de burlá-las.

"O problema com a indústria da segurança cibernética é que os hackers parecem estar sempre um passo à frente", diz Theresia Gouw, da Aspect Ventures. “Nunca haverá uma única solução, o que significa muitas oportunidades para inovação”, completa.

6. Financial tech em mercados emergentes

Em 2015 startups voltadas para soluções financeiras, as chamadas FinTech, mudaram a forma como as pessoas transferem dinheiro através das fronteiras.

Esse ano trará muitos novos serviços ao mundo sem banco, em regiões em desenvolvimento como África subsariana, partes do Oriente Médio e América Latina, assim como inovações em soluções para pagamentos e empréstimos nos Estados Unidos e Europa.

Na África e na Ásia, os avanços na tecnologia financeira estão a ultrapassar outras tecnologias, de acordo com Ethan Pierse, da Nest. "Você tem africanos que não têm acesso a eletricidade confiável, uma conta bancária ou um endereço físico como nós o conhecemos, logo a encomenda e pagamento online podem se dar através de telefones celulares", indica.

“Empreendedores nessas regiões estão rapidamente construindo redes de telecomunicações do zero, sem a exigência de ter de trabalhar com o legado de equipamentos antigos, pois não há provedores. As inovações que vemos hoje não estão necessariamente na criação de novas ferramentas como o smartphone, mas a criação de poderosos novos casos e aplicações para essas ferramentas”.

7. Saúde digital e Big Data

O ano de 2016 trará mais serviços e inovações projetados para melhorar o armazenamento digital de dados de saúde e acesso, oferecendo serviços online para tratamento de saúde e criação ou aprofundamento de ferramentas de diagnóstico, como tecnologias de previsão de risco de câncer.

Esse movimento resultará em mais oportunidades para companhias criarem soluções disruptivas para tornar o big data mais palpável e com valor. Seja o sequenciamento dramaticamente mais rápido do DNA e terapias relacionadas, o aceleramento de testes clínicos de novos tratamentos médicos ou aprendizado de máquina que permite análise profunda desses novos bancos de dados gigantescos.

8. A “uberização” da fabricação

Métodos de manufatura digital acompanhados de ferramentas de simulação e com base na nuvem “têm o potencial de democratizar a fabricação e permitir a entrada de novos operadores assim como modelos de negócios interessantes, como 'Manufatura como um Serviço", diz Karen Kerr, da GE Ventures.

Como resultado, Kerr espera ver a “uberização” do contrato de fabricação e da cadeia de abastecimento em 2016, que serão acelerados por sensores e tecnologias de nuvem que permitem "visibilidade de ponta-a-ponta em cadeias de suprimentos e logística".

9. Carros autônomos

Apesar de estarmos anos de distância de popularizar carros autônomos, a tecnologia para eles deve se tornar uma categoria bem visada em 2016.

Deixando de lado preocupações com segurança, há muitos benefícios a longo prazo, incluindo ambientais, de saúde, econômicos e até mesmo de segurança. Defensores da tecnologia garantem que carros autônomos serão mais seguros que aqueles dirigidos por um motorista humano, como você.

10. Exploração espacial

A corrida entre Elon Musk, da SpaceX e Jeff Bezos, da Blue Origin, irá resultar na criação de companhias menores que desenvolvam tecnologias para complementar e suportar as duas startups de exploração espacial, de acordo com Hogeg of Singulariteam, que investe na Effective Space Solutions.

Apesar de Musk e Bezos estarem alimentando o interesse na “idade espacial comercial”, algumas empresas de capital de risco estarão atentas para financiar startups semelhantes.