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Design Thinking na prática. Oportunidade de levar a empresa à inovação

Como adotar a abordagem cada vez mais recorrente, principalmente nas empresas mais inovadoras que buscam a solução colaborativa de problemas?

02 de Fevereiro de 2016 - 08h22

Em uma definição objetiva, Design Thinking é um conjunto de métodos e processos focados em pessoas direcionados para a solução colaborativa de problemas. Trata-se de uma abordagem cada vez mais recorrente no mercado, principalmente nas empresas mais inovadoras. Mas, na prática, como adotar a metodologia e conduzir as empresas para a era da inovação?

O primeiro passo é ter equipes multidisciplinares, formadas por pessoas de diferentes áreas de negócios, que conheçam bem os processos internos da empresa. Estabelecer comitês de inovação pode ser um ótimo início, que deve ser considerado do estímulo à ampla participação dos colaboradores, pois mentes criativas não devem se restringir a departamentos de pesquisa e desenvolvimento.

Estimular a geração de ideias utilizando a participação nos resultados é uma forma de fazer o colaborador ser parte dos diferenciais de sua empresa.

Entre os principais benefícios do Design Thinking vale destacar os seguintes: velocidade para implementar novas ideias; assertividade na criação de novos produtos e serviços; suporte para manter diferenciais competitivos; prototipação, que mitiga riscos e direciona melhor esforços e investimentos; estruturação de equipes multidisciplinares colaborativas que agregam experiências complementares.

As empresas que operam com Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), por exemplo, podem utilizar recursos colaborativos para conceber projetos, incluindo a participação ativa da área de negócios na solução, e não somente no entendimento dos requisitos.

Em termos mundiais, o Design Thinking tem sido muito utilizado por startups. Porém, o aumento da competitividade em escala mundial está forçando também empresas de grande porte a absorverem esta metodologia para ampliar a interação com seus públicos, inclusive com os seus próprios colaboradores.

No Brasil, essa metodologia é encontrada nas empresas mais inovadoras, e também no setor financeiro, com bons resultados para a concepção de novos produtos e serviços. Além disso, algumas seguradoras também têm feito bom uso da abordagem. Com a atual conjuntura econômica, é vital criar diferenciais competitivos e investir em inovação, elementos que colocam as empresas à frente dos concorrentes.

O maior desafio organizacional está na forma tradicional de realizar novos projetos, pois o desenvolvimento de muitas empresas ainda está baseado em escutar o que é necessário ser feito e, só assim, definir uma solução. O Design Thinking, ao contrário, estimula interações e cria projetos de rápida implementação. No desenvolvimento de um software, por exemplo, é possível contar com metodologias ágeis para evoluir protótipos de alta fidelidade.

Na era digital, todas as empresas precisam de agilidade para atender seus clientes, ideias precisam ser colocadas em prática rapidamente. Já que os modelos de negócios estão mudando para formatos colaborativos e digitais, o planejamento das empresas tem que seguir esse formato. Com isso, sem dúvida, o Design Thinking é a melhor opção para otimizar processos e ampliar os resultados.

* Roberto Aran é Head de Produtos e Inovação da Resource IT