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Desenvolvedor sênior no Brasil ganha, em média, R$ 7,2 mil, aponta pesquisa

Estudo mostra que os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores salários, seguidos de Santa Catarina e Minas Gerais

31 de Março de 2017 - 01h20

A escassez de profissionais qualificados na área de tecnologia da informação não é uma novidade para as empresas do setor e a tendência é que a disputa por esses talentos siga em crescimento acelerado ao longo da próxima década.

Com o intuito de ajudar empresas do país no recrutamento e retenção desses profissionais, a Gama Academy, escola de capacitação de profissionais para startups, em parceria com a GeekHunter, plataforma focada na construção de equipes de desenvolvimento, acabam de divulgar a 1ª edição da Pesquisa de Cargos e Salários de Desenvolvedores em Startups no Brasil.

O estudo, realizado entre os meses de setembro e novembro de 2016, tem como base mais de 850 profissionais de TI espalhados por startups em todo o país, aponta números interessantes do universo delas, como porte, número de funcionários, ano de fundação, benefícios, etc.

Os principais focos de atuação na área de TI em startups são: full-stack (29%), back-end (28%) e front-end (12%). Desses, mais de 30% são de nível pleno, o que demonstra um amadurecimento dos programadores no mercado. Outro dado importante é que os desenvolvedores master das startups de recursos humanos e finanças são os que têm os salários mais altos da categoria, ganhando, em média, R$ 10,5 mil mensais.

Quando o aspecto abordado foi a localização, o estudo aponta que os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram os maiores salários, com média de R$7.500 para seniores. Por outro lado, os Estados de Santa Catarina e Minas Gerais apontam uma média de R$ 5,5 mil para o mesmo cargo, indicando uma diferença de cerca de R$ 2 mil entre os Estados.

A pesquisa mostra também que 39% das startups brasileiras possuem de um a dez colaboradores e que apenas 12% delas apresentam mais de 100 funcionários. A pesquisa mostra ainda que apenas 8% do total de desenvolvedores nessas empresas são mulheres. Outro dado interessante apontado pelo levantamento é que a maioria das startups foi fundada entre os anos 2012 e 2016.

O segmento que mais se destaca entre elas é o de engenharia e tecnologia, seguido por soluções corporativas, varejo e e-commerce. A pesquisa mostra também os benefícios encontrados nas startups. Quase 90% afirmam oferecer horários flexíveis e mais de 75% não têm um dress code (padrão de vestimenta) para os funcionários. Vale transporte, refeição e alimentação também são vantagens encontradas nesse tipo de empresa.

Para Tomás Ferrari, CEO da GeekHunter, o principal propósito do estudo é gerar transparência para o mercado e possibilitar tomadas de decisões melhor embasadas tanto para empresas na definição estratégica de cargos e salários quanto para os profissionais no momento de decisão de aceitar uma nova oportunidade de trabalho.

"Especialmente no setor de tecnologia, notamos uma grande flutuação de salários para cargos equivalentes. Quanto mais conhecimento fornecido ao mercado, certamente, as tomadas de decisão serão cada vez mais justas para profissionais assim como para as empresas".

Para Guilherme Junqueira, CEO da Gama Academy, o estudo auxilia tanto startups quanto desenvolvedores a entender melhor o mercado de TI. “Esperamos que essa pesquisa ajude startups no crescimento e desenvolvimento dos seus times de tecnologia. Para os profissionais, acreditamos que essas informações ajudarão muito na melhor compreensão do setor TI em startups brasileiras, assim como na definição de diretrizes de carreira e aprendizado”, finaliza.