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Democratizar os dados é essencial, mas com governança e controle

Medida favorece uma maior colaboração entre as diversas áreas de uma empresa, com a eliminação dos silos, mas respeitando-se a segurança e propriedade

27 de Outubro de 2017 - 13h59

A evolução tecnológica trouxe consigo um expressivo aumento da produção de dados. A quantidade de material disponível é de grande valor, pois gera informações que trazem sentido a uma determinada operação e cria conhecimento para tomada de decisão com maior assertividade pelos executivos. Além disso, fomenta inteligência competitiva por intermédio de resultados, qualidade e produtividade.

Hoje, os líderes precisam tomar decisões mais rapidamente, a partir do processamento de enormes quantidades de informação e, no entanto, cada decisão se tornou mais interconectada do que se imaginava.

Como tirar proveito dos diversos dados e informações que um usuário do sistema já possui em sua própria empresa e como cruzá-los com informações disponíveis globalmente, como as referências para uma determinada área de negócios?

O mundo atual requer expansão e diversificação da informação e o compartilhamento se faz muito necessário. Acabou a vivência em silos, pois quanto mais se compartilha e mais se obtém em informações, mais se transforma o conhecimento. Isso também leva ao fim das plataformas altamente proprietárias e de desenvolvimento interno.

Por conta deste cenário, a democratização dos dados tem sido adotada nas organizações com o intuito de ganhar força e tração na constante análise no que se diz respeito aos ambientes de suas operações e conhecimento da jornada do cliente.

O que é a democratização de dados?

Tempos atrás, somente era possível transformar os dados em informações relevantes por intermédio do desenvolvimento de grandes soluções corporativas e por empresas que possuíam alta capacidade de investimento. Porém, esta realidade vem se transformando e, para cada tipo e tamanho de corporação, já existem sistemas comercializados a custos competitivos. Com eles, é possível obter informações antes inalcançáveis, de acordo com a demanda de processamento de dados necessária.

A democratização de dados favorece a criação de uma maior colaboração entre as diversas áreas de uma empresa, com a eliminação dos silos, porém respeitando-se as devidas categorizações da informação no que tange segurança e propriedade. O corpo gerencial pode efetivamente alocar recursos, treinar e avaliar seu desempenho. As equipes de vendas e de produtos podem aferir melhor a eficácia dos seus esforços e ajustar ou priorizar em conformidade com a necessidade de mercado. Os executivos em geral podem aumentar a sensibilidade em relação à satisfação geral do cliente.

Todavia, não se pode deixar de lado a segurança da informação, consequência da crescente troca e análise. Uma importante referência de boas práticas no manuseio da informação pode ser encontrada na norma ISO/IEC 27002:2013.

Superada essa questão, a utilização de análises e de outros métodos de transformação permitem tomadas de decisão mais confiáveis, maior eficiência operacional, redução de custos e de riscos.

Todo dado terá sua importância neste processo, veja abaixo:

. Dados estruturados pela intervenção humana: entrada de dados manualmente em sistemas

. Dados estruturados por “máquina”: dados de monitoração, dados financeiros, dados transacionais

. Dados não estruturados por intervenção humana: Texto, SMS, mídia social

. Dados não estruturados por “máquina”: imagens, áudio

Assim, o maior beneficiado será sempre o cliente final, pois deste conhecimento gerado pela organização consegue-se alavancar a resolução de problemas em primeiro contato, eliminação de rechamadas, diminuição do tempo de atendimento e de resposta, além de analiticamente prover ações preventivas e maior efetividade. Os itens citados anteriormente são os maiores impactantes diretos na satisfação de clientes, então quanto mais se conhece sobre o cliente e seus meios de interação com a organização, maior será o domínio da organização sobre a jornada do cliente.

Vale ressaltar que uma maior visibilidade do cliente acarreta uma maior responsabilidade. Com isso, a fim de mitigar preocupações, é necessária uma governança sólida para garantir um cuidadoso gerenciamento de dados. Além de prover a todos na organização treinamentos que visam a utilização plena dos dados para alavancar cada vez mais a empresa.

Enfim, democratização sim, mas com responsabilidade, governança e controle. Este é o caminho para tomadas de decisões assertivas!

* Fabio Reginaldo é diretor de services delivery para a América Latina e Caribe da Nice.