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Demanda por aparelhos eletrônicos voltará a crescer neste ano

Remessas globais de dispositivos eletrônicos devem crescer 1,3% em 2018, após queda de 3% no ano passado

09 de Abril de 2018 - 12h26

Após queda de 3% no ano de 2017, as remessas mundiais de aparelhos eletrônicoscomputadores, tablets e celulares — devem voltar a crescer (1,3%) em 2018 e vão totalizar 2,3 bilhões de unidades, segundo previsão do Gartner. Embora haja uma flutuação nos envios de dispositivos ano a ano, os gastos dos usuários finais continuam a crescer. A expectativa é de aumento de 7% em 2018, impulsionados por melhores especificações (novas tecnologias e recursos diferenciados). A previsão é de que os preços também saltem, em cerca de 5,6%, de acordo com Ranjit Atwal, diretor de pesquisa do Gartner.

Apesar da alta nos preços de computadores ser de 4,6% no ano, a demanda por novas unidades de mercado, impulsionada por compras principalmente de empresas, está se estabilizando. O mercado tradicional de PCs deve cair 3,9% em unidades em 2018 e 3,6% em 2019.

Turbulência econômica

A turbulência econômica em várias partes do mundo afetou a demanda por dispositivos de maneira variável em diversas regiões. Argentina, Brasil, Japão e Rússia tiveram juntos uma queda de quase 25% em envios de dispositivos de 2013 a 2017.

E, embora a taxa de recuperação seja diferente por país, a maioria dos tipos de dispositivos está mostrando crescimento nesses mesmos mercados. Regiões que sofreram com a incerteza econômica de forma mais significativa, veem as vidas úteis em todos os tipos de dispositivos estendidas — uma tendência que deve permanecer nos próximos anos. À medida que os mercados vão se recuperando, não conseguirão atingir os volumes de novas unidade vistos no passado e só irão chegar perto dos números anteriores em cerca de 70%, até 2022.

Vida útil para telefonia móvel aumenta

O relatório prevê ainda que os embarques globais de celulares aumentem 1,6% em 2018, com vendas totais de quase 1,9 bilhão de unidades de aparelhos telefônicos móveis. Em 2019, as vendas de smartphones devem continuar crescendo, em torno de 5% ao ano.

O Gartner estima que a vida útil dos celulares aumentará até 2020. Espera-se que, em “telefones premium”, aumente mais no curto prazo, já que os aparelhos virão cada vez mais robustos e aptos a atualizações. Entretanto, as vidas úteis dos celulares começarão a se reduzir novamente após 2020.

Até lá, segundo Anshul Gupta, diretor de pesquisa do Gartner, os recursos de inteligência artificial oferecerão cada vez mais recursos inteligentes como aprendizado de máquina e biometria, melhorando a experiência de uso. Essa tecnologia permitirá ainda que os smartphones sejam mais confiáveis ​​do que outras credenciais, como cartões de crédito, passaportes, carteiras de identificação ou chaves.

O futuro da AI, com processamento de linguagem natural e percepção de máquina (leitura de sensores), permitirá que os smartphones aprendam, planejem e resolvam problemas para os usuários. Não se trata apenas de tornar o celular mais inteligente, mas de reduzir a carga cognitiva do usuário, permitindo um ‘Digital Me’ (persona digital) no seu dispositivo.