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Dell EMC prevê concluir plano de atuação no Brasil até fevereiro de 2017

As fábricas próprias que as duas empresas mantém no país continuarão a operar de forma separada até pelo menos junho

01 de Dezembro de 2016 - 07h45

Até fevereiro do ano que vem, a Dell EMC deve concluir a reorganização de suas operações no Brasil. A exceção serão as fábricas próprias que as duas empresas mantém no país, que continuarão a operar de forma separada até pelo menos junho, bem como a produção terceirizada com a Foxconn, informou Carlos Cunha, que divide a presidência da nova empresa com Luís Gonçalves, que comandava a Dell antes da fusão das duas empresas.

A estrutura será a mesma estabelecida nos 18 países nos quais a empresa atua, ou seja, as áreas de enterprise, comercial e consumer. A divisão Enterprise Solutions Group será comandada por Cunha e atenderá 600 contas globais e grande corporações, enquanto a unidade Commercial Solutions Group será liderada por Gonçalves. A divisão reúne cerca de 15 mil contas, incluindo pequenas e medias empresas, governo e algumas grandes empresas. A terceira unidade, a de Consumer, será comandada por Rosandra Silveira, responsável pelas vendas para o consumidor final.

Em relação aos centros de desenvolvimento que as empresas mantém no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, Cunha diz que a ideia é criar uma oferta que reúna o expertise em analytics dos cientistas de dados do Rio com a equipe de desenvolvedores gaúchos de DevOps para facilitar e incentivar a adoção de big data e cloud computing pelos clientes.

No que diz respeito a Dell EMC Services, área responsável pelos serviços profissionais da empresa, o executivo diz que ela irá operar de forma horizontal. Os canais de venda também seguirão essas diretrizes. Cunha explica que há sobreposição entre os canais das duas empresas — ou seja, muitos já trabalhavam para as duas marcas —, mas não entre os produtos que comercializam, o que, segundo ele, facilitará a segmentação da atuação de cada um deles e deve trazer uma otimização na distribuição dos produtos.

Já em relação aos produtos, especialmente sistemas de storage, o executivo diz que praticamente não há sobreposição. Isso porque o carro-chefe da EMC é a linha de sistemas de armazenamento high-end, enquanto a da Dell é formada por sistemas com conexão direta a servidor e os chamados storages mid-tier. “Não há uma linha cinzenta, talvez alguma coisa no topo da linha de entrada, mesmo assim é difícil ter uma definição clara de sobreposição nessa faixa”, disse Cunha.

Segundo o executivo, apesar da crise econômica que atravessa o país, a empresa teve um resultado melhor que o esperado, já que expectativa era de queda nas vendas. Ele avalia que 2017 será um ano difícil, mas acredita que haverá uma retomada dos negócios em 2018.