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Dataprev investe R$ 400 milhões e conquista certificação Tier III para data centers do RJ e SP

Certificado atesta o atendimento a requisitos específicos de segurança e disponibilidade da infraestrutura de TIC dos sites

13 de Janeiro de 2017 - 17h53

Após realizar investimentos que somaram cerca de R$ 400 milhões em três anos, a Dataprev inicia o ano com a conquista da certificação Tier III em design para seus data centers do Rio de Janeiro e de São Paulo. 

A publicação do certificado foi feita no site do UpTime Institute, organização internacional que atesta o atendimento a requisitos específicos de segurança e disponibilidade da infraestrutura de tecnologia da informação e comunicações.  A carta de certificação e os selos foram encaminhados a Daniel Darlen pelo presidente do Uptime Institute, Lee Kirby.

"Essa é a evolução de todo o investimento que a empresa vem fazendo em sua infraestrutura nos últimos anos. Os nossos data centers já foram concebidos para operar em Tier III desde o projeto de modernização. É uma certificação importante para mantermos o nosso maior patrimônio, que são as informações do estado brasileiro, de forma segura", afirma o diretor de tecnologia e operações da empresa, Daniel Darlen. A iniciativa deve se estender para o terceiro data center da empresa, em Brasília.

A Dataprev concluiu em 2014 a modernização de seu parque de TI, que aumentou a segurança, a capacidade energética e a disponibilidade dos ambientes de produção, hoje de quase 100%. Com isso, a empresa mais do que dobrou a sua infraestrutura tecnológica. "É mais uma segurança para o cidadão, um diferencial. Os serviços hospedados na Dataprev têm uma garantia muito forte de disponibilidade, de padrão internacional. São poucas empresas que têm esse tipo de abordagem", explica Darlen.

Helton Moreira, superintendente de operações, explica que a certificação garante que a infraestrutura do data center está preparada para suportar todos os sistemas e subsistemas nele instalados por, no mínimo, 99,982% do tempo no ano. Ou seja, a soma das ocorrências durante um ano não pode ultrapassar 1,6 horas.

"Para sustentar um ambiente de tão alto nível de disponibilidade, além das adaptações físicas que porventura venham a acontecer para se alinhar aos requisitos do UpTime Institute, ainda há grande intervenção no modelo operacional das equipes de sustentação e suporte, preparando os times para lidar com os novos processos exigidos pela certificação. É uma mudança de paradigma", destaca Moreira.

A certificação Tier III engloba três etapas. Nesta primeira fase, avalia-se o projeto (ou design), que deve ter requisitos mínimos, como um sistema redundante de refrigeração e eletricidade, além de outras características técnicas. Após a aprovação do projeto, a empresa passa a implementá-lo. As adequações devem seguir à risca o que foi aprovado. Em seguida, o instituto realiza uma auditoria in loco para a concessão da segunda certificação, conhecida como facility. Esta será a próxima fase para a Dataprev.

Por fim, após toda a instalação e infraestrutura organizadas, o processo operacional será analisado. É preciso seguir padrões rígidos de segurança e controle. Novamente, o instituto realiza uma auditoria e, ao passar por esse crivo, é concedida a certificação de operação, última etapa de todo o processo. "Vamos continuar avançando para o nível de facility e buscar a certificação de operação”, ressalta Darlen.