Soluções tecnológicas não irão resolver a forma de pensar. Assim, o que acontece é um produto novo sendo utilizado do jeito antigo

16 de Abril de 2015 - 08h35

O avanço da tecnologia faz com que termos como “economia e transformação digital” sejam frequentemente utilizados. Porém, isso traz uma consequência para as empresas: elas precisam alterar suas estruturas e estratégias para acompanharem essa evolução. Diante disso, a agilidade torna-se o ponto principal para o sucesso de qualquer setor. O lema da vez é evitar o desperdício, ser diferente e fazer mais com menos.

Inúmeros aspectos envolvem as mudanças organizacionais e práticas novas de gestão e estrutura sofrem resistência para serem incorporadas na cultura das empresas. As grandes alterações só são possíveis se há uma modificação na maneira de pensar. No discurso é comum ouvir sobre práticas inovadoras, mas o que se vê na realidade são organizações tentando adotá-las à moda antiga. Este receio é comum até mesmo em companhias que começam a aderir à cultura ágil modestamente em algumas áreas, indicando que não há uma preocupação em ampliar o conceito. Enquanto a transformação não passar pela empresa como um todo, não dará resultados. Só funcionará quando ela atingir os valores e contagiar todos os colaboradores.

Sem essa transformação, as organizações terão mais dificuldades para enfrentar os novos tempos da economia digital. Afinal, não adianta trazer tecnologias que foram desenvolvidas neste modelo se a companhia ainda não vive esta realidade. Soluções tecnológicas não irão resolver a forma de pensar. Assim, o que acontece é um produto novo sendo utilizado do jeito antigo. A Cultura Ágil possui uma série de princípios que auxiliam os usuários a receber as novidades e até direcionam projetos para o sucesso, gerando mais valor de negócio e economia.

Em tempos de crise, recessão e mudança, é necessário economizar, mostrar resultados, estar pronto para mudar de direção rapidamente, focar na entrega de maior valor no menor tempo e custo possível. É um esforço diário de tentar atingir, com um único tiro, o alvo certo. Todos buscam uma forma de ser diferente, mas não adianta apenas adotar a tecnologia. É preciso conduzi-la e implementá-la da maneira correta, para o público certo e no tempo adequado.

O início da nova dinâmica é difícil e exige paciência, mas em tempos de necessidade nasce uma oportunidade de se fazer diferente. A mudança é contínua: o que ouvíamos como tendência ontem já virou realidade hoje e a empresa só consegue crescer se a estrutura organizacional estiver pronta para receber a modernização tecnológica.

*Rafael Cichini é CEO da Just Digital.