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Cresce adesão dos bancos a tecnologias emergentes, como IA, afirma pesquisa

Para 78% dos entrevistados, a inteligência artificial com base em voz tem potencial para transformar o varejo bancário e 67% já está investindo na tecnologia

17 de Novembro de 2017 - 15h30

Os bancos estão implementando na infraestrutura para digitalizar seus negócios tecnologias emergentes — desde IoT até autenticações biométricas e blockchain — para deixar uma marca consideravelmente grande na indústria em até cinco anos. É o que revela estudo encomendado à SourceMedia Research pela VMware, fornecedora de software de virtualização e infraestrutura em nuvem e mobilidade corporativa.

A pesquisa diz que a tecnologia impulsionará a próxima transformação bancária. A questão para as instituições financeiras já não é mais o investimento em tecnologia, mas sim a agilidade com que conseguem fazer isso, diz o relatório. 

Quando solicitados a descrever a missão dos bancos em que atuam, em um horizonte de três a cinco anos, as instituições disseram que os principais focos de negócios são: "integrar canais digitais e físicos" e "tornar-se um líder digital", respectivamente.

Os resultados importantes da pesquisa, incluem:

. Tecnologias emergentes na linha de frente:

— Mais de 50% dos bancos com US$ 100 bilhões ou mais em ativos esperam implementar as seguintes categorias de tecnologia emergente nos próximos cinco anos: aplicações móveis, APIs abertas, inteligência artificial (IA), realidade aumentada, autenticações biométricas e blockchain.

— 78% dos entrevistados afirmam que a inteligência artificial baseada em voz tem potencial para transformar o varejo bancário. Além disso, cerca de um terço diz que a tecnologia tem potencial para transformar os bancos comerciais.

— 67% dos entrevistados com US$100 bilhões ou mais em ativos está implementando blockchain.

. Desafios de implementação:

— Integração de novas tecnologias dentro de plataformas existentes e modernização de sistemas legados estão entre os principais desafios de implementação dos bancos. Na verdade, 46% dos entrevistados afirmam que as infraestruturas antigas têm algum impacto na capacidade de suas instituições lançarem novos produtos. Além disso, cerca de metade diz que suas instituições estão, atualmente, envolvidas na modernização dos seus data centers (52%) e em projetos de computação em nuvem (48 %) para resolver essa questão.

— 81% dos participantes de bancos que possuem US$ 100 bilhões ou mais em ativos e 68% dos entrevistados de bancos que possuem de US$ 15 bilhões a US$ 100 bilhões em ativos estão implementando tecnologias de computação em nuvem.

— Entre bancos que estão considerando, pilotando ou implementando melhorias na segurança, programas de modernização de data centers, instalações de computação em nuvem e inovações tecnológicas do setor financeiro, pelo menos 73% espera que essas iniciativas tenham impacto moderado a alto nos próximos 12 meses e 82% espera que essas iniciativas tenham impacto de moderado a alto em cinco anos.

“Nossa equipe de pesquisa e desenvolvimento tem trabalhado no avanço da tecnologia de blockchain para resolver alguns dos problemas atuais em torno da velocidade, escalabilidade da tolerância a falhas e segurança. O trabalho realizado nos últimos três anos produziu um ambiente completo de blockchain, com muitos avanços da indústria em relação à consenso, livro fiscal e contratos inteligentes. Desvendar essa prova de conceito inicial é um enorme passo rumo à nossa jornada de blockchain e estamos ansiosos para compartilhá-lo com nossos clientes”, ressaltou Michael DiPetrillo, diretor sênior de blockchain da VMware.