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Corretora implanta sistemas de aluguel de ações e de risco para atender exigências da Bovespa

Obrigatoriedade das corretoras de se adequarem às diretrizes do projeto de Integração Pós-Negociação (IPN) da Bolsa levou a atualização dos sistemas

02 de Março de 2017 - 09h42

A Rico, corretora independente com mais de 230 mil clientes e R$ 10 bilhões sob custódia, acaba de implantar novos sistemas de aluguel de ações e de simulação risco. O catalisador para essa atualização tecnológica foi a obrigatoriedade das corretoras de se adequarem às diretrizes do projeto de Integração Pós-Negociação (IPN) da BM&FBovespa. Para ajudá-la nesse processo, a Rico escolheu a 3CON, consultoria brasileira de TI especializada em mercado financeiro.

De acordo com Everson Ramos, diretor de tecnologia (CTO) da Rico, antes da implementação dos novos sistemas, grande parte do processo de controle de aluguel de ações da empresa era realizada de forma manual e com integrações via mensageria — catálogo de mensagens financeiras — do legado. “O grande desafio da área de TI era automatizar esses processos para melhorar as rotinas diárias, mas principalmente em função das exigências da segunda fase de implantação do IPN, da Bovespa”, disse o CTO.

Ramos explica que, para uma empresa que opera 100% online e tem na alta tecnologia um de seus principais pilares, como é o caso da Rico essa atualização era essencial, e fala do resultado: “O novo sistema, além de possuir um front-end desenvolvido sob medida para a área operacional da corretora, converteu todos os serviços para o modelo de APIs que a Rico tem como padrão tecnológico. Essas APIs foram desenvolvidas com os mais modernos critérios de segurança e tecnologia de mercado”, comemorou. 

Ele revela também que o payback do projeto foi imediato, principalmente, por se tratar de uma adequação mandatória por parte da BM&FBovespa. “A falta dessa adequação inviabilizaria as operações de aluguel de ações”, explicou.

Desde o ano passado, a BM&FBovespa deu início ao projeto IPN, que tem como objetivo unificar suas clearings — câmaras de compensação, liquidação e gerenciamento de risco de operações. A Rico, com ajuda de seus analistas e parceiros, se adequou dentro do prazo estipulado pela Bolsa. “Foi feito o levantamento em conjunto de todas as mensagens que utilizamos do novo catálogo de mensageria do IPN v.2, e assim implementadas no formato de APIs para uso nos sistemas de home broker e backoffice da corretora”, detalhou.

Consultoria parceira

Segundo Ramos, para viabilizar essas atualizações e adequações, a Rico necessitava de um parceiro de desenvolvimento de software que concebesse os sistemas de Aluguel de Ações e Simulador de Risco já de acordo com as regras do IPN e dentro do prazo hábil. Ele explica que os critérios de escolha da 3CON para essa empreitada foram baseados na expertise de desenvolvimento de software e conhecimento do mercado financeiro. “Escolhemos a 3CON por já possuir um relacionamento com a corretora e conhecer a arquitetura tecnológica com que trabalhamos, além de atender os requisitos de conhecimento de nosso mercado”.

As demandas da Rico unidas à expertise da 3CON possibilitaram o nascimento da solução 3FM&S (Financial Market e Solutions), uma suíte composta pelos sistemas de Aluguel de Ações e Simulador de Risco. A nova solução está disponível para todo mercado e também ajudará as corretoras a se adequarem às diretrizes do projeto IPN, da Bovespa.