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Correios anunciam o fim do e-Sedex, modalidade mais barata para sites

Em crise, empresa diz que medida tem objetivo de sanear suas contas. Decisão foi bastante criticada pela Associação Brasileira de Franquias Postais

01 de Dezembro de 2016 - 18h31

Má notícia para os consumidores e lojas online: os Correios decidiram acabar com o e-Sedex, serviço exclusivo para o comércio eletrônico. Com preço mais baixo, próximo de uma encomenda padrão, o e-Sedex oferece os mesmos prazos de entrega do Sedex normal. A diferença é a área de cobertura, que é menor, e o limite de peso, 15 quilos.

Em entrevista ao O Globo, o presidente dos Correios, Guilherme Campos Júnior, confirmou a notícia, que seria uma forma da empresa, em crise, conseguir melhorar sua situação financeira. “O e-Sedex tem preço de PAC (serviço convencional) e qualidade de Sedex. Isso é ter a liberdade de ser solteiro com o conforto de casado”, afirmou o executivo ao jornal.

O e-Sedex deixará de funcionar após a virada para 2017, segundo os Correios.

A decisão de encerrar o e-Sedex foi bastante criticada pela Associação Brasileira de Franquias Postais, que teme perder clientes para os concorrentes. Para a associação, o ideal seria reajustar o preço da modalidade e não acabar com ela.