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Conselhos de mulheres de sucesso para construir uma carreira em dados

Desafio da sociedade é incluir mais mulheres nas áreas de matemática, TI e ciência. E isso não é diferente quando se trata de análise de dados

08 de Março de 2016 - 11h37

As mulheres têm conseguido grandes conquistas na tecnologia e continuam a conquistar novos territórios. No entanto, a realidade é que as empresas e departamentos de tecnologia ainda estão dominado por homens. O desafio para as companhias e a sociedade como um todo é como incluir mais mulheres nas áreas de matemática, tecnologia e ciência. E isso não é diferente quando se trata de análise de dados.

Como professional de marketing, vou a muitos eventos e tive a oportunidade de encontrar mulheres maravilhosas que tem desenvolvido projetos importantes com o apoio de dados. Recentemente, organizamos o painel Data + Women durante a Conferência Anual de Clientes da Tableau e algumas das palestrantes apresentaram ótimos conselhos sobre como encontrar espaço e desenvolver uma carreira de sucesso em análise de dados.

Confie no que você sabe, e pergunte o que não sabe
Tara Kats – Analista de Satisfação do Cliente no Starbucks

Tara diz não ter apenas um mentor, mas várias pessoas a encorajaram a desfiar a si mesma e ter confiança.

"Eu tive pessoas em diferentes fases da minha vida, que me disseram: 'Confie no que você sabe e pergunte o que não sabe.’ Eu acho que é o melhor conselho."

Ela levou esse conselho a sério quando decidiu começar a carreira. Ela programou uma série de entrevistas informativas para saber mais sobre suas opções e fazer perguntas.

"O que você faz dia a dia? O que você gosta no seu trabalho? O que você não gosta no seu trabalho? Que cargos de entrada que você tem nesta empresa?", conta Tara.

Essas conversas ajudaram não só definir os próprios desejos e necessidades, mas também conseguir o primeiro trabalho depois da formatura.

"Conversar com as pessoas é um dos melhores conselhos que eu já recebi", finaliza.

Encontre espaços para mulheres e meninas
Christine Birtel – Líder de Inovação para Clientes no Wells Fargo

Como mãe de uma menina, Christine espera que a área de dados atraia mais meninas e mulheres no futuro. Uma maneira fácil de deixar as meninas mais interessadas: Use exemplos com os quais elas possam se relacionar, explica.

Christine ainda lembra os exemplos que ela estudava em estatística, sobre fabricação de coisas que sobre as quais ela não conhecia nada.

"Estes exemplos são tão maçantes. É realmente difícil chegar a este tema e sentir que 'isso tem a ver comigo, isso pode ser significativo para mim’".

Da mesma forma, ela acredita que a indústria de dados deve "começar a expandir o que significa ser uma analista profissional" para incluir também "falar com os clientes e unir isso aos os dados."

"E se começarmos a incluir outras pessoas, que podem não ter sido tradicionalmente encorajadas para o campo de análise, vamos abrir a porta para muitos candidatos mais diversificados e muito mais mulheres.”

Christine aplica isso firmemente em sua equipe, que é dividida igualmente entre homens e mulheres. Esta "abordagem equilibrada" em última análise, leva a uma melhor compreensão dos dados, diz ela.

“Faça-se ouvir e tome a iniciativa”
Jennifer Chan, Professora Assistente na Northwestern University

Como cientista de dados realizada, Jennifer tem um conselho para outras mulheres e para o seu eu mais jovem: "Faça-se ouvir e tome a iniciativa.”

Em seus primeiros dias, Jennifer, por conta da sua personalidade, não se sentia confortável em fazer nenhum dos dois. Mas a residência em medicina de emergência logo exigiu ambos.

"Eu tinha que falar e que intervir. Porque para certos tipos de assistência ao paciente, eu era a líder e precisava ser ouvida", diz ela.

Quando decidiu falar, fez uma descoberta surpreendente: "As pessoas já estavam ouvindo", conta. "Eles estavam esperando que eu falasse. Era apenas uma questão de tomar a iniciativa".

*Elissa Fink é chief marketing officer da Tableau.