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Conheça as oito melhores empresas de TI para mulheres trabalharem

Instituto Anita Borg (ABI) elabora um ranking para avançar a condição feminina na indústria da computação

25 de Maio de 2015 - 16h56

As mulheres respondem por um quarto da força de trabalho no setor de tecnologia da informação. Aproximadamente 18% das graduações em ciência da computação são delas. Apesar dos números, o trabalho feminino é sub-representado na indústria de TI. O ambiente inóspito é a causa do abandono duas vezes mais rápido que o masculino.

“As empresas precisam de talento técnico e as mulheres representam mais da metade do capital intelectual do mercado. Se essas companhias desejam atrair os melhores profissionais, então é fundamental que não negligenciem as habilidades que as mulheres têm a oferecer”, atesta Telle Whitney, CEO do Instituto Anita Borg (ABI), ONG que trabalha para avançar a condição feminina na indústria da computação.

Representatividade é chave para recrutar e preservar mais mulheres no setor de TI: empresas com figuras femininas em posições de liderança tendem a atrair mais mulheres.

Para identificar companhias que medem e trabalham para mudar a sub-representação feminina, o ABI divulgou sua lista das melhores empresas para mulheres tecnólogas. As oito empresas de TI incluídas no índice são Accenture, Apple, eBay, GoDaddy, Google, IBM, Rackspace Hosting e Salesforce. O estudo também lista departamentos de tecnologia de outras seis empresas: BNY Mellon, American Express, Goldman Sachs, T. Rowe Price, USAA e Methodology.

O índice da ONG permite que mulheres em busca de construir carreiras em cargos técnicos identifiquem as empresas que lideram os esforços para aumentar a inclusão feminina e apresentam bons resultados. Para as companhias listadas, o índice funciona como uma resposta melhor a seus esforços de inclusão de gênero do que o simples estudo dos seus próprios dados.

O ABI considerou 35 companhias de tecnologia com um contingente técnico total acima de 435 mil pessoas. O sistema de pontuação se baseia em percentuais de recrutamento, taxa de promoção, representação feminina no nível sênior e outros fatores.

"A informação utilizada para marcar e classificar as empresas são os dados apresentados por elas mesmas. Elas informam o número geral de mulheres em posições tecnológicas e então nós as dividimos nos níveis inicial, mediano, sênior e executivo. Esses números são reportados em um espaço de no mínimo dois anos, de modo a conseguirmos medir as tendências ao longo do tempo”, discorre a vice-presidente do instituto, Elizabeth Ames.

“Nós também medimos os percentuais de contratação e promoção ano por ano – juntar todos esses dados e usar uma metodologia estatística padrão nos permitiu estabelecer uma média. As empresas que apresentaram resultados superiores a ela estão na lista”, acrescentou.

Comprometimento

Nem todas as companhias no relatório do ABI ficaram acima da media, mas ainda assim apresentam tentativas consideráveis de equiparar seus contingentes feminino e masculino. Ames afirma que todas elas sabem o que devem melhorar para atrair, contratar e preservar mulheres em sua força de trabalho, assim como se empenham para expandir o acesso feminino a seus cargos técnicos.

“As empresas no índice demonstraram comprometimento com o avanço feminino nos cargos técnicos e com a criação de uma cultura onde essas mulheres possam prosperar”, assegura a CEO Whitney. “Mas os dados divulgados publicamente pelas empresas não são suficientes por si só. A ABI reconhece a importância de analisar esses dados de modo detalhado para entender onde as mulheres emperram ou abandonam o setor, de modo que as companhias possam avaliar melhor os progressos e os desafios enfrentados pelas mulheres”, orienta.