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Confira as quatro principais previsões de segurança para 2017

Na lista de Vanja Svajcer, gerente sênior de pesquisa de segurança da Hewlett Packard Enterprise, estão ataques cibernéticos com motivações políticas e militares

23 de Novembro de 2016 - 15h44

O futuro próximo das ameaças cibernéticas de segurança é preocupante. Com o aumento no poder da tecnologia e a invenção de novos modelos e dispositivos, hackers e governos aproveitam para criar novos ataques em prol de seus interesses. 2017 promete ser um ano agitado quando o assunto é proteção tecnológica. Abaixo, eu listo quatro tendências preocupantes para o futuro e que devemos ficar bastante atentos.

1. Ataques usando IoT se tornarão mais comuns: embora mais recursos de segurança sejam integrados a dispositivos de IoT em 2017, tornando o modelo mais seguro, um número maior de aparelhos será usado como plataforma para disseminar ameaças direcionadas e ataques DDoS. Os sensores que permitem que a tecnologia funcione, com seu poder computacional limitado, tem sua segurança muito dependente dos fabricantes e, por conta do acesso restrito ao estado do sistema, é difícil de detectar ataques bem-sucedidos. Assim, em 2017 veremos mais hackers focando no comprometimento desses aparelhos.

2. Bancos no alvo: em 2017, veremos um aumento no número de ameaças relatadas em serviços bancários e violações em seus sistemas. Após diversos relatórios sobre grandes ataques bem-sucedidos às plataformas de transação eletrônica SWIFT em 2016, esperamos registrar um maior número de violações semelhantes. O motivo é que os bancos passarão a detectar essas ameaças e irão compartilhar suas descobertas com o mercado.

3. Ciberataques entre países com motivação política: nações irão acusar umas as outras de motivar politicamente os ciberataques em 2017. Após diversas grandes violações motivadas politicamente em 2016 (como a invasão ao DNC), veremos um aumento dessas ameaças conduzidas por superpotências cibernéticas mundiais. Esses ataques provavelmente resultarão no vazamento de documentos e informações confidenciais com o objetivo de comprometer a reputação da vítima. No entanto, atribuir ataques a Estados também será cada vez mais difícil e, provavelmente, veremos muitos hackers serem responsabilizados incorretamente por Países que tem como finalidade coletar informações políticas e negar a responsabilidade por suas violações.

4. O poder dos DDoS na guerra: O poder de fogo dos ataques DDoS em 2016 aumentou a níveis alarmantes, permitindo que os hackers lancem ataques usando largura de banda na escala de Tbps, exigindo proteção especializada – que pode ser fornecida apenas por algumas poucas organizações no mundo. Em 2017, essa força de DDoS cada vez maior será usada para atacar a infraestrutura de internet de países inteiros para suportar ataques militares físicos. Com maiores tensões militares em diversos lugares do mundo, é provável existam mais ataques DDoS em 2017 dedicados a deixar países inteiros offline.

*Vanja Svajcer é gerente sênior de pesquisa de segurança da Hewlett Packard Enterprise.