Segurança

Complexidade corporativa coloca em risco a segurança da informação, diz estudo

No Brasil, 59% dos entrevistados afirmaram ser necessário criar uma nova infraestrutura de segurança, segundo pesquisa do Ponemon Institute/Citrix

20 de Fevereiro de 2017 - 14h21

A complexidade organizacional é apontada por 83% das empresas em todo o mundo como a causa do maior risco, de acordo com pesquisa ecomendada ao Ponemon Institute pela Citrix, fabricante de software para virtualização de desktop. No Brasil, este número não é diferente: 85% dos entrevistados afirmaram que os requerimentos de segurança corporativa são muito complexos, dificultam a sua produtividade e prejudicam a capacidade de trabalhar segundo suas preferências.

Os resultados desse estudo refletem o motivo do crescimento da chamada TI invisível — ou shadow IT —, que significa a prática adotada pelos funcionários de adquirir tecnologias e serviços, na maior parte das vezes sem o aval da área de TI, com o objetivo de buscar maneiras mais simples de realizar seu trabalho.

Com os funcionários acessando as informações da empresa em seus dispositivos móveis pessoais, os dados corporativos acabam ficando disponíveis em laptops, telefones ou tablets deixados no escritório ou esquecidos em um café. Os ativos de dados estão aumentando, o que para 61% dos entrevistados brasileiros significa que cada vez mais informação é colocada em risco.

Já a proteção de aplicativos e dados é mais importante do que nunca. Globalmente, 74% das empresas consideram que é necessária uma nova arquitetura de segurança de TI para reduzir os riscos, índice que cai para 59% no Brasil. “Em relação aos demais países, os números mostram o Brasil com um perfil menos preocupado com segurança, o que nos alerta para uma possível vulnerabilidade das nossas companhias”, afirma Luis Banhara, diretor geral da Citrix Brasil.

As tendências globais analisadas no estudo indicam que as práticas e políticas precisam evoluir para lidar com ameaças decorrentes de tecnologias disruptivas, de crimes cibernéticos e de legislações de compliance. Mas alguns dados específicos revelam a realidade da segurança da informação no Brasil:

 

· 85% afirmam estar mais preocupados com fontes internas maliciosas do que com ataques de guerras cibernéticas e hackativismo (o que é uma tendência global, com 80%);

· 83% dos entrevistados estão preocupados com violações de segurança envolvendo informações de alto valor;

· E 65% consideram que existem riscos decorrentes de sua incapacidade de controlar os dispositivos e aplicativos dos funcionários.

Para a pesquisa foram ouvidos mais de 4,2 mil profissionais de TI na Austrália, Nova Zelândia, Brasil, Canadá, China, França, Índia, Japão, Coreia, México, Holanda, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos.