Infraestrutura

Como proceder na nova era da TI Analítica?

Implantar ou contratar a infraestrutura que sustentará toda a carga de análises, serviços de manutenção, monitoria e atendimento?

17 de Janeiro de 2018 - 15h14

O que faz uma empresa ser considerada um sucesso? Muitos podem afirmar que é a quantidade de clientes, outros que é a receita gerada ao final de cada mês, enquanto alguns dirão que é a presença de uma marca em diferentes mercados e regiões do planeta. Mas, o que de fato faz a diferença entre vencer e fracassar no mundo dos negócios é a maneira como são tomadas as decisões críticas que impactam em todos os pontos citados acima.

Nesse sentido, a tecnologia tem um papel fundamental para tornar as companhias mais competitivas e seus gestores mais preparados para enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades que irão surgir amanhã, no mês que vem ou nos próximos anos. A partir de informações estratégicas geradas por soluções e ferramentas de inteligência analítica, como Business Intelligence e Analytics, é possível viabilizar a geração de dados precisos sobre todos os processos do negócio, como vendas e compras, finanças, atendimento, estoque, contabilidade, etc..

Em outras palavras, são essas tecnologias capazes de analisar grandes volumes de dados, o famoso Big Data, que irão entregar insights e visão abrangente dos negócios, possibilitando tomadas de decisões mais assertivas e proativas. Com essas análises, as companhias podem criar indicadores mais detalhados de diversas rotinas, e identificar onde cortar custos, onde investir em melhorias, quais unidades geram mais renda, onde estão as perdas de receita, entre outros.

Mas não para por aí, para obter ainda mais diferenciais competitivos, é preciso pensar em como reverter essas informações obtidas em leads de vendas, fidelização de clientes, e outras oportunidades. Estou falando da geração de resultados. Afinal de contas, os insights fornecidos têm de virar algo tangível, ou não terão valor algum, não é mesmo?

E quem acha que este é um caminho que será trilhado apenas por alguns players do mercado em setores específicos, enquanto a maioria continuará exercendo suas atividades como sempre fez, está redondamente enganado.

Assim como os apps tornaram os smartphones indispensáveis para as nossas vidas, permitindo manter contato com outras pessoas, acessar dados e funções bancárias, organizar gastos pessoais, comprar e vender na internet, e inúmeras outras coisas, as soluções e ferramentas que permitem enxergar os negócios como um todo devem se tornar obrigatórias para gestores, diretores, gerentes, supervisores, coordenadores, ou qualquer outro tomador de decisão, basearem suas escolhas em fatos, e não em ‘achismos’.

No entanto, essa não será uma tarefa fácil. Nesse novo modelo de negócios, no qual as informações é que darão suporte às operações corporativas, as empresas terão de contar com infraestrutura de TI de ponta para sustentar toda a carga de análises, serviços de manutenção, monitoria e atendimento, sem falar na adequação e implantação das tecnologias analíticas. Fazer todas essas adaptações internamente, sobrecarregaria as equipes de TI, que têm outras prioridades em seu dia a dia.

Por isso, o outsourcing surge como a melhor opção. Mas fique atento na escolha do seu parceiro. É fundamental avaliar se ele está pronto para atender às mudanças que são necessárias para colocar os negócios nessa nova era, na qual a informação se tornou o combustível que mantém as organizações em movimento, sobrevivendo às crises, concorrentes e às transformações do segmento no qual atuam.

(*) Luis Carlos Nacif é diretor-presidente da Microcity