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Como o WhatsApp se tornou a principal ferramenta para golpes on-line

Somente o último trimestre de 2017 foram identificadas mais de 44 milhões de ameaças disseminadas por meio do app

06 de Fevereiro de 2018 - 15h39

O DFNDR Lab, laboratório da PSafe especializado em crimes cibernéticos, alerta: o aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp já é o principal alvo dos hackers no Brasil. Somente o último trimestre de 2017 foram identificadas mais de 44 milhões de ameaças disseminadas por meio do app. O resultado é 107% superior em relação ao trimestre anterior, quando foram registrados 21 milhões de golpes.

Emílio Simoni, Diretor do DFNDR Lab, comenta que, ao utilizar o WhatsApp, os cibercriminosos estão aprimorando suas estratégias por meio de engenharia social. "Eles estão investindo contra indivíduos por meio de uma rápida e maciça disseminação de links maliciosos em vez de produzir malwares, que são mais complexos de serem criados e têm menor potencial de viralização", explica

O executivo alerta ainda que os hackers têm se aprimorado para criar sites e ações com visual cada vez mais verossímeis e, com isso, conseguem atingir expressivas quantidades de compartilhamento em curtos períodos de tempo. "Para tornar os golpes ainda mais sedutores, utilizam o pretexto de promoções e até processos seletivos de emprego para grandes empresas."

Perfil das ameaças digitais

Os dados processados pela empresa apontam que, embora os links maliciosos tenham tido um aumento total de apenas 0,6% no quarto trimestre de 2017, eles foram 17 vezes mais usados em golpes do que os malwares. Nesta modalidade de cibercrime, dois de cada três ameaças identificadas tinham como canal de infecção o WhatsApp. Em seguida, aparecem publicidade suspeita/Bad Ads (9,8%) e golpes bancários (6,9%).

Entre os malwares, destaque para as fraudes de aplicativos que cadastram o usuário em serviços pagos de SMS, que somaram mais de 3 milhões de golpes identificados pelo DFNDR Lab, e cópias de aplicativos reais que, após o download, promovem a exibição ilegal de anúncios, com 755 mil ameaças registradas.