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Como mudar para a nuvem e nunca se arrepender

Embora a nuvem esteja no caminho de todas as empresas, muitas migrações geram arrependimento porque são feitas sem tomar medidas simples. Confira.

22 de Dezembro de 2017 - 14h33

Há uma nuvem no caminho de todas as empresas no mundo todo, disso ninguém duvida. Uma pesquisa conduzida recentemente pela IDG Research Services, por exemplo, mostra que em dois anos o percentual de infraestrutura de TI e workloads de aplicações nos data center corporativos vai encolher 12 pontos, caindo de 59% para 47%, por conta da migração dos recursos corporativos para as nuvens públicas.

Mas a mesma pesquisa mostra um efeito colateral preocupante: 40% das empresas com experiência em nuvem pública levaram algum workload de volta para o ambiente on premises, a maioria por questões ligadas a segurança ou custos.

Por que isso acontece? As razões variam. Executivos C-Level citam como principal motivo questões econômicas. Sem analisar corretamente o custo para levar determinadas aplicações para a nuvem, eles desistem quando as contas mensais começam a chegar. Já a área de TI elege questões de segurança como o principal motivo do arrependimento. Ou porque as aplicações que migraram para a nuvem foram levadas pela “shadow IT” à revelia da TI, ou porque faltava a visão geral dos riscos da parte de toda a organização.

Todas essas questões são previsíveis e, com o uso das ferramentas e recursos dos próprios ambientes de nuvem, perfeitamente evitáveis. Dessa forma, os executivos de TI conseguem chegar à nuvem e aproveitar suas vantagens plenamente, sem correr o risco de se arrepender.

1. Faça a lição de casa

Um problema comum é que as empresas não fazem sua lição de casa. Assumir que o ambiente de nuvem é o mesmo que o on-premises e não mudar o jeito como operam é o primeiro erro. Algumas dicas:

- Governança é importante, para evitar que o uso da nuvem se espalhe sem controle e que os gastos aumentem sem necessidade. Corte iniciativas individuais de movimento para a nuvem que não façam parte de um plano estratégico maior ou integre-as nesse plano;

- Preste atenção ao modelo do contrato e garanta que um contrato baseado em volume de consumo não saia dos trilhos;

- Avalie corretamente os custos de mover alguma coisa para a nuvem. Aplicações preexistentes podem não funcionar e o custo da adaptação vai sobrar na sua mão.

2. Determine as melhores apps para a nuvem

A melhor forma de evitar arrependimentos sobre a nuvem é determinar cuidadosamente o que vai ser movido para ela. Certas aplicações foram feitas para ficar on-premises e certos apps funcionam bem na nuvem, mas os departamentos de TI precisam fazer a pergunta e definir com critério o que deve ou não deve ser migrado.

Essa análise não é apenas técnica. Precisa ser também financeira, regulatória e de arquitetura. 

Workloads de missão crítica e aplicações que são sensíveis a variações de performance como latência, ou que exigem grandes infraestruturas precisam ser especialmente avaliados. Apps que precisam de mais elasticidade e que são menos sensíveis a latência se dão ainda melhor na nuvem. Essa é uma das vantagens da nuvem que precisa ser explorada, a de poder ampliar ou encolher serviços na medida da necessidade.

3. Esteja alerta com questões de segurança

Segurança é um dos itens que aparece na lista de causas de arrependimento. O time que trabalhava com a segurança digital on-premises precisa fazer um movimento diferente e novo quando analisa a nuvem, por conta das mudanças de tecnologia.

Pode ser que você precise de novas ferramentas, de um novo modo de trabalho, e de um novo acesso a diferentes recursos. Além disso, faça um assessment honesto dos seus recursos atuais de segurança, não apenas criptografia de dados mas também dos dados em trânsito. Que tipo de login é feito etc.

Do lado dos fornecedores de nuvem, a segurança oferecida está muito evoluída.

Além de diversos mecanismos de segurança do lado do software de orquestração e gestão das nuvens, há tecnologia de hardware projetada especificamente para nuvem. É o caso da Intel, por exemplo, que fornece processadores com tecnologia que fortalece o isolamento lógico entre os servidores e que muitos players de nuvem tem adotado.

4. Mude a cultura

Por último, sempre é bom lembrar que se mover para nuvem significa mudar a forma  como os negócios são feitos. É importante deixar claro que a mudança para a nuvem não é uma mudança apenas tecnológica, ela requer uma mudança na cultura corporativa. E essa é a peça mais difícil do seu quebra-cabeças.

Portanto, para sumarizar, a melhor jornada para a nuvem é a jornada planejada, consciente, sem riscos de arrependimentos e que gera benefícios desde o início. 

O serviço multicloud da UOLDIVEO é uma abordagem criada para ajudar as empresas a promoverem a transformação digital dos negócios utilizando as melhores características de cada fornecedor. Mais do que flexibilidade e agilidade, esse conceito  fortalece o papel estratégico da TI.

Entre os benefícios oferecidos pelo UOLDIVEO estão a consultoria da jornada para a nuvem, o que garante mais segurança sobre a estratégia de negócios, além de suporte premium dos fabricantes para qualquer volume de consumo, implantação, sustentação e otimização da infraestrutura.

*com material de Andy Patrizio, da Networkworld