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Como minimizar o risco no uso das tecnologias disruptivas

CIOs devem ter total domínio sobre o núcleo de TI para mover suas organizações rumo a nova era digital

15 de Março de 2016 - 07h00

Nos últimos anos, os CIOs têm estado sob pressão para se adequar aos novos rumos da tecnologia e transformar o seu negócio em um negócio digital. Isto requer um ato de equilíbrio entre integrar o que já existe e as tecnologias disruptivas – que geralmente chegam para substituir algo existente, dominante no mercado, por algo mais novo, inovador e com maior performance –, enquanto ainda precisam extrair o máximo valor dos ativos de TI e superar os desafios operacionais.

Existe uma saída prática para solucionar este problema: a modernização da estrutura existente de TI pode ajudar os executivos a enfrentar esses obstáculos e se adequar as transformações. De acordo com o Gartner, os CIOs de hoje em dia enfrentam o desafio de englobar a segunda e já uma terceira era da TI corporativa, chamada de “Era da Digitalização". Cloud, mobile, BYOD (Bring Your Own Device), big data, virtualização e as crescentes exigências do usuário final, são agora itens obrigatórios.

A IDC, consultoria especializada em pesquisa e mercado de TI, prevê que quase um terço do total de gastos com TI incidirá nestes setores. Muitos comentaristas concordam com a contínua expansão e proliferação de tecnologias móveis e da crença de que, em um mercado digital amadurecido, as aplicações serão cada vez mais frequentes.

Os CIOs têm a tarefa de mover o seu negócio para a nova era digital a fim de capitalizar as estratégias de inovação. Isso significa que as organizações devem ter total domínio sobre o núcleo de TI, tanto em relação à funcionários quanto a clientes. O problema é que muitos desses serviços dependem de sistemas legados e proprietários, que normalmente estão armazenadas em um mainframe, tornando a sua integração e alinhamento com as novas tecnologias disruptivas vital para que os investimentos tenham o retorno esperado.

Um projeto de modernização de aplicativos pode transformar o mainframe em uma plataforma aberta, tornando-o capaz de se compatibilizar as novas demandas tais como adequação ao omni-channel e aplicações em nuvem privada e pública, e assim entregar uma solução comprovadamente rentável.

Uma pesquisa encomendada pela Micro Focus, revelou toda a extensão deste problema. Dos 590 tomadores de decisão de TI que possuem mainframes com aplicações em tela verde em suas organizações, mais da metade não sentem que seus sistemas centrais estejam cumprindo sua tarefa adequadamente.

O levantamento destacou a necessidade de contar com aplicações que melhorem o desempenho e a usabilidade desses equipamentos, caso contrário, os negócios podem enfrentar uma perda de competitividade. Ao implantar uma estratégia de modernização, esses aplicativos permitem que novos dispositivos se integrem naturalmente à infraestrutura atual, fazendo com que as implementações Mobile e BYOD se tornem viáveis, com redução de custos e com menor risco , sem a necessidade de alterações significativas no código. Isso tudo será fundamental para minimizar o risco nessa transformação para novos modelos de negócios digitais.

*Marco Leone é Country Manager da Micro Focus no Brasil.