Aplicações

Como apps de colaboração podem otimizar fluxos de comunicação em empresas

Conheça casos em que mudança para plataformas unificadas trouxe vantagens para companhias

19 de Março de 2018 - 13h49

A ampla variedade de ferramentas de colaboração e comunicação disponíveis no mercado pode ajudar a conectar os funcionários em locais diferentes, mas também pode acabar resultando em conversas fragmentadas e “perdidas”.

Com isso em mente, surgiram nos últimos anos novos apps de mensagens e colaboração, que, em muitos casos, incorporam funcionalidades de chamadas por voz e vídeo ao lado das mensagens por texto. Isso significa que as empresas podem começar a consolidar algumas das suas ferramentas de comunicação existentes em uma única plataforma implementada por toda a organização, segundo afirmou um painel de CIOs na conferência Enterprise Connect, em Orlando, nos EUA.

Glip

O CIO do Structural Group, Jason Kasch, disse que a sua companhia anteriormente usava uma variedade de aplicativos para conectar os funcionários – tudo desde o Microsoft Yammer até a Oracle Social Network, passando por plataformas de mensagens como GroupMe e Slack. Ao mudar para o Glip, da RingCentral, a empresa achou mais fácil para os seus funcionários iniciarem conversas com as pessoas certas na organização.

“Tivemos vários produtos diferentes em que as pessoas estavam colaborando e o pedaço que estava faltando era um ponto central de contato”, explica Kasch. “Se todos estavam em uma plataforma diferente, não tinham a habilidade de conseguir iniciar uma conversa ou videoconferência imediatamente.”

Kasch disse ainda que implementar o aplicativo de conversas em grupo Glip ajudou a empresa a substituir suas várias plataformas de colaboração e facilitou a conexão entre colegas de trabalho de diferentes locais.

“Quando resumimos todas essas ferramentas em uma plataforma, não fizemos isso de forma consciente, dizendo algo como ‘Ei, isso era um problema’, uma vez que não tínhamos percebido que era um problema”, afirmou. “Mas no segundo em que lançamos o RingCentral e liberamos o acesso ao Glip, todos começaram a migrar todas as suas conversas para essa plataforma simplesmente para que pudessem conversar com todas as outras pessoas na empresa.”

Slack e Zoom

O CIO da 21st Century Fox, John Herbert, afirmou que depender de várias ferramentas de colaboração pode criar mais dores de cabeça para as companhias em vez de resolvê-las. “Conversas fragmentadas e ferramentas fragmentadas, na verdade, criam um problema maior.”

A organização de mídia adotou o Slack como um hub principal de colaboração para os seus 25 mil funcionários em 90 países. Além disso, usa a ferramenta de videoconferência Zoom, a Okta para gerenciamento de identidade e o Quip para colaboração de conteúdo. “Uma vez que nos comprometemos com o Slack e o Zoom, tudo mudou. Porque então todos estão na mesma plataforma com aquela experiência para um pouco de consistência.”

Office 365

Outras empresas estão caminhando em uma direção parecida. A consultoria britânica Mott MacDonalds, por exemplo, adotou de forma completa as aplicações do Office 365, da Microsoft. A empresa usa o Skype for Business para conectar as suas equipes, assim como o Yammer e o Lync. “Para nós, ainda é um pouco fragmentado”, explica o CIO da companhia, Ronald Sattan.

Não por acaso, o diretor de tecnologia ficou feliz com a decisão da Microsoft em consolidar o Skype for Business no Microsoft Teams, o que vai ajudar “a reunir essas conversas em um só lugar”. “A convergência de tudo isso indo para um lugar será gigantesca para nós”, afirmou.

"Mundo fragmentado"

Já o diretor de tecnologia e inovação de Las Vegas, Michael Sherwood, afirmou que suportar uma variedade de ferramentas é a realidade – pelo menos por enquanto, já que, segundo o especialista, “muito provavelmente teremos um mundo fragmentado”.

“Permitimos que os funcionários tenham um aparelho Android ou iPhone e vamos continuar a permitir um caminho Microsoft e um caminho Cisco Spark/WebEx”, revelou. “Todos os nossos fornecedores usam plataformas diferentes e vamos permitir o mesmo tipo de fornecimento internamente.”

Por fim, ele destaca que gostaria de contar com uma plataforma única. “Espero que em algum momento possamos alcançar a utopia de ter uma plataforma: do ponto de vista de manutenção seria algo muito mais progressivo.”