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Como adotar a nuvem híbrida da melhor forma para os negócios

Uma vez que a empresa já definiu a adoção como a melhor estratégia, existem diversos critérios a serem considerados para escolher as soluções mais adequadas

17 de Maio de 2018 - 08h41

Muitas organizações percebem os benefícios em adotar o modelo híbrido de nuvem, aproveitando a segurança da cloud privada e a flexibilidade da nuvem pública. De fato, a expectativa para 2018 é que os gastos das empresas com nuvem híbrida aumentem, segundo a Forrester Research.

No entanto, uma vez que a empresa já definiu a adoção da nuvem híbrida como a melhor estratégia para ajudar seus negócios, existem diversos critérios a serem considerados para escolher as soluções mais adequadas. Isso se intensifica à medida em que as ofertas do mercado se expandem. A Dimension Data, por exemplo, prevê que as soluções de nuvem híbrida se tornem mais verticalizadas neste ano. Isso porque provedores menores de nuvem devem oferecer soluções específicas focadas em certas indústrias como uma maneira de se diferenciar de hyperscalers.

De forma geral, podemos analisar o mercado de soluções de nuvem privada em três divisões. A primeira delas é a dos fabricantes de hardware. A principal característica dessa oferta é a garantia da compatibilidade da solução com os equipamentos. O fabricante de hardware fornece todos os componentes necessários para estruturar a nuvem, como se fosse um kit em que todas as peças se encaixam entre si – servidores, armazenamento, switches, entre outros. Para isso, o fabricante trabalha diretamente com hypervisors e suporta toda a solução em uma infraestrutura convergente.

A segunda divisão é dos fabricantes de hypervisor, que oferecem soluções de nuvem para diversos tipos de equipamentos. A ideia é que a empresa fique livre para usar o hardware que preferir ou que já possuir. No entanto, não há a mesma garantia de compatibilidade que o fabricante de hardware oferece. Isso significa que o cliente recorrerá a dois fornecedores de forma separada, se responsabilizando pelas camadas de hardware e de software de forma independente.

Por fim, a terceira divisão de soluções de nuvem provém da comunidade Openstack, software de código aberto. Esse aspecto é o que torna essa opção totalmente livre, porque permite às empresas construírem sua plataforma de cloud usando a versão que desejarem, customizando-a da maneira que quiserem. Por outro lado, é importante ter em mente que, para fazer essa customização, é necessário um grande esforço de programação e desenvolvimento.

Depois de analisadas as soluções que atendam às suas necessidades, a empresa precisará definir como será a conexão entre a nuvem privada e a pública para que consiga aproveitar as vantagens da estratégia híbrida. Isso envolve a integração entre soluções de diferentes fornecedores, os recursos e funcionalidades que a empresa precisa em cada tipo de nuvem, que tipo de automação deverá implementar, entre outros fatores.

Para garantir que a adoção da nuvem híbrida ocorra de forma tranquila e que o investimento nas tecnologias traga retorno ao negócios, é fundamental contar com um parceiro de tecnologia especialista no mercado.

A nuvem pública traz economia de custos, diminui desperdícios e tem elasticidade, enquanto a nuvem privada garante um controle e segurança maior dos dados. Aproveitar o melhor das duas plataformas é o grande atrativo da nuvem híbrida e, para isso, a adoção deve ser bem planejada e executada da compra das soluções até o seu uso efetivo, suporte e outros serviços necessários.

*Augusto Panachão é Diretor de Soluções e Tecnologia da Dimension Data