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Com AI e blockchain, IBM cria detector de objetos falsificados

Tecnologia pode ser adaptada para detectar a autenticidade de praticamente qualquer item, desde um vinho até papel-moeda

25 de Maio de 2018 - 10h14

A IBM Research criou o Crypto Anchor Verifier, uma espécie de detector de falsificação com tecnologia de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) que verifica a autenticidade de um item usando câmera e blockchain no seu telefone.

Como funciona? Você pega seu celular, abre um aplicativo e tira uma foto de, por exemplo, um diamante. A AI da IBM determina o que é único sobre esse diamante em particular e, em seguida, compara-o a um banco de dados contido em um registro de blockchain. Se for encontrado, a AI pode verificar a autenticidade do diamante e informar se trata-se de falsificação.

Donna Dillenberger, bolsista do IBM Research, disse ao The Next Web que o novo software pode ajudar muitos setores. “Usando o Verifier, pode-se ajudar a transformar as cadeias de suprimentos e reduzir drasticamente as falsificações em escala global”, disse.

A IBM diz que a tecnologia pode ser adaptada para detectar a autenticidade de praticamente qualquer coisa, desde o vinho até o papel-moeda. Ela depende do processamento de imagens e do fato de que as máquinas podem ver coisas que as pessoas não conseguem (com maior precisão e poder de análise, por exemplo).

O blockchain, em sua essência, é uma tecnologia projetada para eliminar a necessidade de confiança. Infelizmente, não é possível colocar um objeto físico no “blockchain”. A solução mais próxima é usar visão computacional para informar a aparência exclusiva de um objeto.

Para que tudo funcione, porém, é necessário registrar cada item original em uma blockchain. A AI precisa ter uma versão previamente verificada de um objeto individual para certificar isso em outro momento. Segundo o site, a falsificação custa às empresas americanas mais de US$ 600 bilhões por ano.