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Cisco projeta expansão intensa dos dados móveis (afetando custos de TI)

Fluxo de dados móveis atingirá 367 exabytes em 2020. Smartphones serão responsáveis por 81% desse volume

03 de Fevereiro de 2016 - 14h57

O tráfego de dados móveis deve crescer oito vezes nos próximos cinco anos, segundo uma previsão divulgada na quarta-feira (03/02) pela Cisco. A provedora indica que esse aumento intenso pode gerar um impacto dramático nos custos e rotinas das empresas.

De acordo com a fabricante de soluções de redes, os gestores de TI sentirão a pressão de suportarem trabalhadores cada vez mais equipados com wearables e outros aparelhos inteligentes que rodarão recursos avançados.

O relatório da provedora também dá grande peso ao tráfego de vídeos em dispositivos móveis, tendência apontada como algo cada vez mais presente na rotina das pessoas. 

“A adoção de dispositivos móveis, maior cobertura móvel e a demanda por conteúdo móvel impulsionam o número de usuários, que irá crescer duas vezes mais rápido que o da população mundial, nos próximos cinco anos”, defende a fabricante.

Segundo a provedora, fatores como o aumento no número de usuários móveis, dispositivos inteligentes, vídeo móvel e redes 4G serão responsáveis pelo aumento no tráfego de dados móveis, que será oito vezes maior nos próximos cinco anos.

A previsão é de que os dispositivos móveis inteligentes e suas conexões representarão 72% do total de dispositivos e conexões móveis em 2020, 36% maior que em 2015. Os dispositivos inteligentes serão responsáveis por 98% do tráfego de dados móveis em 2020.

Analisando de uma perspectiva de dispositivos pessoais, os smartphones estão dominando o tráfego móvel e serão responsáveis por 81% deste tráfego total até 2020, superando os 76% registrados em 2015.

“A proliferação dos telefones móveis, incluindo os chamados "phablets" está aumentando com tanta rapidez que haverá mais pessoas com telefones celulares (5,4 bilhões) do que eletricidade (5,3 bilhões), água encanada (3,5 bilhões) e automóveis (2,8 bilhões), em 2020”, lista.

Pela previsão da fabricante, sozinhos, os smartphones serão responsáveis por 81% do tráfego móvel global em 2020. Nesse mesmo ano, o fluxo de dados móveis atingirá 367 exabytes, um avanço considerável sobre 44 exabytes verificado em 2015.

A Cisco resolveu facilitar a vida de quem ficou com dificuldade de compreender a magnitude no volume de dados esperado dentro dos próximos anos.

Segundo a provedora, os 367 exabytes se equivalem a 81 trilhões de MMS (mensagens multimídia), ou 28 dessas mensagens por pessoa/dia ao longo de um ano. É, também, representa o mesmo que 7 trilhões de clipes do YouTube, algo como 2,5 vídeos por pessoa/ano ao longo de um ano.

Histórico

As projeções da Cisco pontuam que desde 2000 – quando o primeiro telefone com câmera fotográfica foi lançado – o número de usuários de dispositivos móveis quintuplicou. A previsão da companhia é que sejam mais de 5,5 bilhões de pessoas conectadas nesses aparelhos em 2020.

Um percentual interessante, se pensarmos que as Nações Unidas estimam que a população global no final da década gire em cerca de 7,8 bilhões.

Wearables vivenciarão um crescimento acentuado. Segundo a fabricante, o número dessas tecnologias vestíveis deve passar dos 97 milhões, verificados em 2015, para 600 milhões em 2020.

Previsões para o Brasil

1. O tráfego de dados móveis aumentará 7 vezes no País, entre 2015 e 2020, uma taxa de crescimento anual composta de 45%.

2. O tráfego de dados móveis chegará a 729.7 petabytes por mês em 2020 (o equivalente a 182 milhões de DVDs por mês), superando os 112,1 petabytes por mês em 2015.

3. O tráfego de dados móveis crescerá 3 vezes mais rápido que o tráfego IP fixo entre 2015 e 2020.

4. O tráfego de dados móvel será responsável por 14% do tráfego de dados fixo e móvel brasileiro, em 2020, superando os 5% em 2015.

5. 73% das conexões móveis serão conexões "inteligentes" em 2020, superando os 42% em 2015.

6. Quase 100% do tráfego de dados móveis será tráfego "inteligentes" em 2020, superando os 94% em 2015.

7. Em 2020 haverá 182,1 milhões (84% da população do Brasil) de usuários móveis, superando os 170,7 milhões em 2015.