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Cisco elege as 10 cidades que usarão seu serviço de nuvem para smart city

Serviço possibilita acompanhar vários dados da cidade ao vivo, tais como vagas em estacionamentos, fluxo de tráfego, segurança e outros

17 de Novembro de 2016 - 08h54

Pouco mais de dois anos depois de ter lançado sua estratégia de desenvolvimento de tecnologias para cidades inteligentes (smart cities), a Cisco anuncia as dez cidades que passarão a usar seu serviço de nuvem que conecta desde sensores de tráfego, estacionamentos e outros ambientais em tempo real. Além de Paris e da dinamarquesa Copenhague, que já utilizam a plataforma da empresa, agora foram incluídas Kansas City, Schenectady e Nova York, nos Estados Unidos; Adelaide, na Austrália; Bucareste, na Hungria; Dubrovnik, na Croácia; Bangalore e Jaipur, na Índia; e Trenčín, na Eslováquia.

Batizado de Cisco Smart + Connected Digital Platform,  o novo serviço, que está sendo apresentado nesta semana no Smart City Expo World Congress 2016, em Barcelona, possibilita acompanhar vários dados da cidade ao vivo, tais como ruas como problema de iluminação, vagas em estacionamentos, gerenciamento de água e do fluxo de tráfego de automóveis, segurança e outros serviços.

De acordo com a Cisco, com base em insights de dados coletados de sensores via internet, agências e secretarias municipais podem tornar as operações mais eficientes, reduzir custos e responder mais rapidamente a emergências. "Estamos criando valor no espaço da cidade inteligente com o boom da Internet das Coisas", disse Munish Khetrapal, diretor-gerente de soluções para comunidades inteligentes e conectadas da Cisco, em entrevista ao Computerworld EUA. "Os dados em tempo real são importantes porque uma resposta mais rápida de dois minutos a uma emergência pode economizar milhares de dólares."

A Cisco prevê que redes de sensores de cidades inteligentes serão capazes, por exemplo de alertar os motoristas sobre a localização de "remendos de gelo negro" no inverno para que possam diminuir a velocidade ou desviar da falha, disse Khetrapal. Essa rede, segundo ele, também poderá ser configurada para fazer o faturamento dinâmico, ou seja, que a cidade conceda desconto de pedágio para motoristas que tomarem uma rota menos congestionada. "Os dados em tempo real contribuem para decisões mais balizadas e reduzem o consumo de energia", afirmou.

Ainda de acordo com diretor de soluções para smart cities da Cisco, em algumas cidades, alguns dos dados serão compartilhados com cidadãos e empresas. "Por exemplo, varejistas poderão acessar mapas de calor que mostram onde o tráfego mais pesado perto de suas lojas está localizado. Esses dados serão anônimos para proteger a privacidade dos usuários. No caso de dados de sensores de vídeo, os rostos serão borrados",  explicou Khetrapal.

Muitas cidades já estão trabalhando no sentido de desenvolver uma interface comum, ou painel de controle, para conectar todos os dados de sensores diferentes. A Cisco criou APIs (interfaces de programação) para que desenvolvedores criem painéis que serão usados por administradores das cidades.

Um dos exemplos apresentados pela Cisco mostra como Paris está usando um painel no distrito da Place de la Nation para monitorar estacionamentos, iluminação pública, tráfego de pessoas e automóveis. O painel de Paris também pode mostrar quantas pessoas estão reunidas em uma área turística e o tempo médio que estão naquele lugar. As pessoas podem ser contadas com sensores de vídeo, mas também pelo número de smartphones e tablets conectados a uma área com Wi-Fi, disse a Cisco.

Khetrapal disse que as cidades podem economizar milhões de dólares com a plataforma da Cisco construindo suas próprias redes para conectar dados de sensores com servidores. Ele estima que um serviço para monitorar vagas em estacionamento custaria entre US$ 1 a US $ 1,10 por dia, incluindo a instalação dos sensores e manutenção da rede com segurança. Para uma garagem com mil vagas, o custo sairia cerca de US$ 365 mil  por ano.