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Cinco palpites da Qlik sobre o BI até 2021

Nessa época, sempre surgem muitos artigos sobre as tendências para o novo ano e a maioria deles são chatos e entediantes

27 de Janeiro de 2016 - 11h05

Nessa época, sempre surgem muitos artigos sobre as tendências do BI para o novo ano – sei disso porque eu mesmo já escrevi vários desses. A maioria reúne apenas uma série de rápidas afirmações e são chatos e entediantes. Então, quando me pediram para falar sobre o futuro (algo que eu sou sempre cauteloso ao fazer, dada a tendência do ser humano de prever as coisas espetacularmente errado), eu pensei: por que não ir mais longe e olhar cinco anos à frente para listar algumas suposições (apesar de algumas delas serem baseadas em estudos e observações)?

Então, lá vai. Até 2021:

1. A análise de novas fontes de dados terá minado alguns modelos de negócios de longa data – Pense no mercado de seguros de carro como exemplo. Possuir informações sobre a maneira de dirigir de cada motorista pode acabar com a atual forma de cobrança, baseada em risco compartilhado. Será possível, por exemplo, definir valores a partir da análise de comportamentos de condução reais. Planos de saúde, assim como o sistema público, não ficam atrás. Dados podem ajudá-los a ter mais ações preventivas ao invés de focar no tratamento reativo de pacientes. Além disso, empresas com funções mais tradicionais, como auditores, têm um olhar cada vez mais maduro para a automação analítica. Esta é a nova fase da lógica da mecanização do trabalho intelectual.

2. Os tomadores de decisão utilizarão amplamente ferramentas de análise imersivas e compartilhadas – O desenvolvimento do Business Intelligence hoje tem foco em dispositivos pequenos, mas logo vai mudar para equipamentos touchscreen enormes (do tamanho de uma parede, por exemplo). Isso permitirá que equipes inteiras trabalhem lado a lado com a visão completa das informações em tempo real. Nossas pesquisas apontam, por exemplo, que em 39% dos casos, decisões não são tomadas por causa de desentendimentos. Essas ferramentas de colaboração farão com que, até 2021, todos trabalhemos juntos.

3. O BI apoiará uma configuração mais ampla e uma gama mais completa de estilos de aprendizagem humanos – A representação visual de dados foi dominante em 2015. No entanto, nem todas as pessoas absorvem as informações de forma visual. Os seres humanos usam uma mistura individual de inputs sensoriais para aprender – muitas vezes definida em três estilos de aprendizagem: auditiva, visual e sinestésica. Até 2021, o BI terá modelos de entrega de informação para todos esses estilos. Por exemplo, para alunos auditivos, narrativas que descrevem a forma dos dados selecionados ou o conteúdo de um gráfico. Da mesma forma, impressões 3D podem ajudar a criar gráficos para os sinestésicos, que trabalham melhor quando podem, de fato, tocar nas coisas. É claro que, para os visuais, as opções vão aumentar, com displays de altíssima resolução para permitir experiências de realidade virtual.

4. O analfabetismo de dados terá diminuído muito – Inevitavelmente as pessoas vão ficar mais confortáveis com as formas de visualização de dados ao longo dos próximos cinco anos e aprenderão a ler e usar os insights em gráficos com mais facilidade. Talvez ainda mais importante, o sistema educacional terá reagido, adicionando BI ao currículo de universidades, por exemplo. As grandes corporações exigirão a capacidade de interpretação de dados, porque ter uma equipe “alfabetizada” será uma vantagem competitiva. E, claro, quanto mais pessoas capazes de trabalhar com informações, mais dados serão demandados.

5. Usar analytics na vida pessoal se tornará o padrão de comportamento – Hoje, tirar proveito do BI na vida pessoal é considerado super nerd, mas se tornará comum rapidamente. Os indivíduos passarão a usar seus próprios dados, cada vez mais presentes nos dispositivos, para realizar análises e buscar melhorias pessoais. Não apenas isso – eles utilizarão a análise como parte da vida familiar e em suas comunidades (sejam geográficas ou de interesse). A implicação interessante para fornecedores de software é que esta é uma nova tendência de consumo, impulsionada por preferências pessoais, com implicações para um eventual BYOAT (Bring Your Own Analytic Tool, ou Traga Sua Própria Ferramenta de Análise, em tradução livre).

*James Richardson é estrategista de Business Analytics da Qlik