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Cibercrime gera prejuízo de R$ 33 mi aos brasileiros neste ano, diz estudo

Pesquisa da Symantec revela que invasão de dispositivos de Internet das Coisas e de redes Wi-Fi por meio de phishing aumentou 10% neste ano

16 de Novembro de 2016 - 16h59

O número de ataques virtuais aumentou 10% neste ano em relação a 2015. Somente no Brasil, 42,4 milhões de pessoas foram afetadas e tiveram prejuízo de aproximadamente R$ 33 milhões no total, de acordo com o relatório anual Norton Cyber Security Insights, da Symantec.

O levantamento constatou que o descuido do usuário com a própria segurança é cada vez maior, afetando diretamente, por meio de phishing, dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e de redes Wi-Fi. A falta de cuidado com as crianças na internet é outra causa de ameaças. 

Os dados mostram que a confiança excessiva nos dispositivos conectados deixa os usuários vulneráveis. Um em cada cinco usuários de dispositivos conectados não tem nenhuma medida de proteção neles, além de quase metade (44%) dos usuários entrevistados ter declarado que não acredita que o número de dispositivos conectados é o suficiente para atrair a atenção dos hackers. No entanto, assim como aprenderam a se beneficiar da engenharia social e internet banking, os criminosos já sabem que invadir dispositivos conectados pode ser lucrativo.

A pesquisa verificou ainda que 62% dos consumidores acreditam que os dispositivos conectados já foram projetados com segurança virtual. Os pesquisadores identificaram brechas de segurança em 50 dispositivos diferentes, desde termostatos a dispositivos de gerenciamento de energia e até mesmo câmeras de segurança.

Os números mostram que os consumidores admitem que os riscos são reais. Metade deles afirmam que nos cinco últimos anos tornou-se mais difícil ficar seguro online do que no mundo real, além de seis em cada dez entrevistados terem dito que acreditam que fornecer dados financeiros na internet quando conectado ao Wi-Fi público é mais arriscado do que ler o número de seu cartão em um ambiente público.

Os consumidores ainda são negligentes quando se trata de proteger suas informações pessoais online. Mais de um em cada três consumidores nunca usa uma rede virtual privada (VPN) ao conectar-se a uma rede Wi-Fi. Chama atenção também do fato de muitos usuários estarem clicando em links de remetentes que não conhecem ou a abrir anexos suspeitos. Quase três em cada dez pessoas não conseguem detectar um ataque de phishing.