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Ciberataques de dispositivos móveis têm aumento de 40% no 2º trimestre

Índice representa uma média de 1,2 milhão até 1,7 milhão de ataques por mês a smartphones com Android e tablets, de acordo com nova pesquisa da Avast

27 de Setembro de 2017 - 22h42

Os ciberataques a smartphones com Android e tablets no segundo trimestre deste ano tiveram aumento de cerca de 40%, o que representa uma média de 1,2 milhão até 1,7 milhão de ataques por mês, de acordo com nova pesquisa da Avast, fornecedora de produtos de segurança digital.

Os pesquisadores da empresa rastrearam uma média de 788 variações de vírus por mês, cerca de 22,2% a mais do que no segundo trimestre do ano passado. As descobertas também mostram que três principais ameaças móveis são projetadas para espionar e roubar informações pessoais (chamados "rooters"), e manter spam com anúncios para os usuários mesmo que estejam fora do aplicativo (nomeados "downloaders/droppers" e "fake apps").

"Ataques de cibersegurança contra dispositivos móveis estão crescendo rapidamente, assim como as estratégias dos hackers tem se tornado mais ágeis e perigosas. O que está em jogo são os dados pessoais e a privacidade dos usuários", disse Gagan Singh, vice-presidente sênior e diretor geral para Mobile e IoT da Avast. "Nós constantemente atualizamos as nossas soluções de segurança mobile com o objetivo de combater as novas ameaças, agregando tecnologias de aprendizado de máquina [machine learning] e inteligência artificial (IA) combinadas com a maior rede de detecção de ameaças do mundo, de forma que os consumidores possam eliminar tais ameaças com facilidade e sintam-se seguros no universo online ", destacou.  

Saiba como funcionam as três maiores ameaças para dispositivos móveis detectadas no segundo trimestre:

1. Rooters (22,8%) — Os rooters requerem amplo acesso ao smartphone (até mesmo de partes inacessíveis para um usuário comum), ou agem como exploits para obter esse vasto acesso. Assim, ganham o controle do dispositivo para espionar o usuário e roubar suas informações.

2. Downloaders (22,76%) — Downloaders ou droppers usam táticas de mecanismos sociais para enganar as vítimas e instalar aplicativos maliciosos. Os droppers também mostram tipicamente anúncios em tela cheia, mesmo estando fora do aplicativo. Esses anúncios não apenas incomodam, mas são frequentemente vinculados com sites suspeitos.

3. Fake apps (6,97%) — Aplicativos ilegítimos que se posicionam como reais, para gerar downloads e expor usuários a anúncios publicitários.