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China investe US$ 22 bilhões para expandir indústria de chips

Gigante asiático tem tentado superar fabricantes estrangeiras, como Qualcomm e Intel. Grupo que recebeu aporte, Tsinghua é um dos líderes na produção de chips móveis na China

29 de Março de 2017 - 13h34

A China está investindo cada vez mais esforços - e dinheiro - nas suas ambições para semicondutores. O grupo estatal Tsinghua Unigroup, que tem desenvolvido a infraestrutura de chips do país, recebeu um investimento de 150 bilhões de yuan (o equivalente a US$ 22 bilhões) nessa terça-feira (28).

O financiamento vem do Banco de Desenvolvimento da China e fundo de investimento de circuito integrado nacional, dois grupos ligados ao governo do país.

A Tsinghua não informou ainda como pretende usar especificamente o investimento, mas o valor certamente ajudará a tornar o mercado de semicondutores mais competitivo.

O grupo tem passado por uma série de investimentos, incluindo o aporte de US$ 30 bilhões em uma nova fábrica em Nanjing, China, para produzir chips NAND flash e DRAM.

Além disso, a companhia tem buscado acordos de investimento e aquisição com companhias americanas como a Micron Technology e a Western Digital. No entanto, ambos falharam devido a preocupações regulatórias norte-americanas.

A China tem tentado superar fabricantes estrangeiras de chips, em uma época em que a Intel e a Qualcomm tem sido grandes players no país. No entanto, essas ambições estão começando a preocupar os EUA.

Em janeiro, um relatório da administração Obama alertou que a China estava invadindo o mercado de semicondutores dos EUA com suas políticas apoiadas pelo Estado. Uma preocupação é que os subsídios chineses possam reduzir os preços dos chips, diminuindo a participação de mercado dos EUA.

Por enquanto, a indústria de semicondutores asiática ainda está uma ou duas gerações atrás dos principais produtores, de acordo com o relatório dos EUA. 

No entanto, o Tsinghua Unigroup, que é maioritariamente detido por uma empresa estatal chinesa, já afirma que está emergindo como líder na produção de chips móveis. O grupo detém a Spreadtrum Communications, que fabrica processadores para smartphones, e a RDA Microelectronics, que desenvolve tecnologias para celulares.

A Tsinghua Unigroup afirmou na terça-feira (28) que está focada em avançar a produção local de chips. 

O governo chinês também disse que pretende ser uma potência na fabricação de chips em 2030. E para fazer isso, o país planeja gastar US$ 150 bilhões em sua indústria de chips na próxima década.