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Cerca de 2,3 mil cidades já estão aptas a operar com redes 4G de telefonia móvel

Anatel acrescentou mais 269 municípios na lista de cidades onde há viabilidade técnica para a entrada em operação do sinal do serviço de telefonia móvel na faixa de 700 MHz

30 de Agosto de 2017 - 15h47

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por meio do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), acrescentou mais 269 municípios na lista de cidades onde há viabilidade técnica para a entrada em operação do sinal do serviço de telefonia móvel na faixa de 700 megahertz (MHz). Assim, 2.292 cidades estão aptas à utilização da 4G nesta faixa no país. A decisão foi tomada, segunda-feira, 28, durante reunião do Gired, em Brasília.

Segundo a Anatel, das novas cidades incluídas na lista, 196 estão aptas a iniciar a campanha de mitigação preventiva, na qual a população é informada sobre como agir em caso de interferência do sinal da banda larga móvel na TV aberta digital, e 73 possuem pendências a serem corrigidas para o início da mitigação. O período de mitigação dura em média 30 dias. Após o término deste processo, a Anatel autoriza que a banda larga móvel passe a funcionar na faixa de 700 MHz. As pendências mais comuns para o início da mitigação são relativas a canais autorizados, mas que não estão em funcionamento.

O serviço de 4G que opera na faixa de 700 MHz está muito próximo das frequências usadas pela TV aberta, o que pode causar interferência na recepção do sinal da TV, como congelamentos de imagem e estalos no som. A 4G é uma das tecnologias mais avançadas usadas pela telefonia móvel, permitindo que celulares, smartphones, laptops e tablets acessem a internet com velocidades muito rápidas. A faixa de 700 MHz, além de aumentar o total de frequências disponíveis para a banda larga móvel, apresenta vantagens na propagação do sinal e facilita o acesso à programação em ambientes fechados.

Para o licenciamento de estações na faixa de 700 MHz é necessário um estudo aprovado pelo Gired e presidido pela Anatel. Também participam do processo a Secretaria de Radiodifusão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e associações das empresas de radiodifusão e das operadoras de telecomunicações.

A partir da aprovação do Gired, a Entidade Administradora do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (EAD) inicia um estudo preventivo de mitigação de eventuais interferências e, somente depois do encerramento dessa atividade, a Anatel libera o licenciamento das estações.