Carreira

Seis fortes tendências do mercado de trabalho em 2011

Nos EUA, ou aqui, o jeito de trabalhar - e procurar emprego - não será mais o mesmo. Em alta, CV digital, teletrabalho e a presença em redes sociais.

16 de Dezembro de 2010 - 07h49

Disposto a varrer a internet atrás de um novo emprego e de começar 2011 com uma perspectiva melhor?  Então preste muita atenção nessas seis dicas.

1. CV agora é digital
Impressora? O que é isso? Em que século estamos? E as árvores?

Seu CV digital pode ser um perfil no LInkedIn ou um blog
pessoal. Se preferir, pode ainda ser um serviço contratado igual o Elance, que
possibilita interagir com outros membros da rede e exibir seu portfólio com
base em exemplos online. O Elance exibe também recomendações de colegas, prova
irrefutável de sua competência.

“É o fim do CV impresso”, diz o CEO da Elance, Fabrio Rosati. “Eles
são estáticos e ficam desatualizados com uma velocidade enorme” adverte.

Rosati diz que para 2011, as perspectivas de ser rastreado
digitalmente antes de qualquer contato direto são imensas.

2. Sistemas móveis
Durante todo o ano de 2010 ficou evidente que empresas e
consumidores querem soluções que funcionem bem em dispositivos móveis e em
desktops. Isso não passa despercebido por agências de RH digitais.

A Elance
percebeu um aumento de 98% na demanda por aplicativos compatíveis com a
plataforma móvel. Um forte indício de que as empresas irão lançar mais e mais
dispositivos móveis.

Essa mudança terá reflexo direto na forma em que sites são
programados. Para 2011 esperam-se sites de design mais enxuto e de fácil
leitura. Algo que fique bem em uma tela de 3,5 polegadas.

3. Funcionário
virtual trabalha de casa

A cada ano, a comunicação derruba barreiras longamente
vistas como impeditivo que certas tarefas fossem cumpridas a partir de qualquer
lugar. 

Bom, para 2011 essa tendência deve crescer. De acordo com a Elance,
recursos de plataformas colaborativas, banda larga em níveis aceitáveis,
telepresença e outras soluções virtuais poderá facilitar o chamado Home Office.

Se lembrarmos que, no começo de dezembro, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4505/08, que trata do Teletrabalho, e que ainda falta a aprovação do Senado, o tema será quente em 2011 também no Brasil.

4. A guerra Flash x
HTML5

Incrivelmente famoso e aceito em todas as plataformas de
navegação, o HTML5 está muito próximo de se tornar o substituto do Flash na
hora de entregar conteúdo interativo.

Mas, segundo informações da Elance, isso ainda não aconteceu.

Existe, isso é inegável, uma procura alta por programadores
HTML5, mas o Flash continua na liderança, mesmo depois de ter perdido o apoio da
Apple.

E não interessa quem vença essa luta, o HTML5 ou o Flash. Certo
é que haverá demanda por programadores que atuem em um dos dois fronts. Escolha
o seu lado.

5. Negócios, negócios;
rede social a parte?

As repetidas investidas da Google contra o Groupon podem ser
o sinal mais evidente da necessidade de empresas comerciantes terem de investir
em mídias sociais.

Para Rosati, isso se manifesta de formas diferentes. As
companhias terão de investir mais em ferramentas para dar conta de sua
interação social. Para tal, devem escolher profissionais de perfil altamente
envolvido em ações desse tipo.

As vias de comércio devem se dar com base em relacionamento
e usar as redes de contato do Facebook, do Twitter e de outras rodas digitais.
Tudo para aproveitar o boca-a-boca que corre nesses meios.

Então uma das demandas principais será por gente que
entende o valor dessa interação e saiba conduzir esse processo de maneira tranqüila,
próxima ao consumidor/amigo/fã.

6. Aqui jaz o
marketing tradicional

Em 2011, de acordo com a Elance, as empresas devem continuar
migrando recursos originalmente usados em estratégias como o marketing direto e
telemarketing.

O alvo, agora, serão as mídias digitais. E o trio escolhido para
liderar essas investidas são os irmãos SEO (otimização de sites para motores de
busca), SEM (investimento em links patrocinados) e SMM (marketing desenvolvido
para acontecer dentro das mídias sociais).

“Qualquer empresa realmente interessada em participar da
vida do consumidor, deverá estar onde este for. Nas redes sociais, nos sites de
busca (Google e Bing) e na lista de amigos de meus amigos”, finaliza Rosati.