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Campanha salarial de TI em SP enrosca na primeira rodada de negociacão

Enquanto o Sindpd reivindica reajuste salarial de 13,61%, sindicato patronal oferece reajustes escalonados, sendo o maior deles 8%

08 de Janeiro de 2016 - 11h42

O Sindpd (Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação) e o Seprosp (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo) tiveram seu primeiro embate nesta quinta-feira, 7/01, na primeira rodada de negociação da campanha salarial 2016 para o estado de São Paulo.

As negociações foram paralizadas e foi reagendada uma segunda rodada para a próxima quinta-feira (14/01), às 16h, na sede do sindicato patronal. O motivo é a divergência bastante ampla entre as reivindicações do sindicato dos trabalhadores e o sindicado patronal.

Enquanto o Sindpd reivindica reajuste salarial e de pisos de 13,61% para a categoria, o Seprosp apresentou a proposta de adoção de reajuste salarial escalonado, oferecendo aumento de 8% para trabalhadores que recebam até R$2 mil; de 5,5% para os que recebam de R$2 a R$5 mil mais R$50 de aumento na parcela; e de 4% para aqueles com remuneração acima de R$5 mil, com um acréscimo de R$125 na parcela.

O Seprosp também propôs que o pagamento seja realizado em duas vezes, sendo o primeiro em janeiro e o segundo no mês de julho. O Sindpd argumenta que a proposta sequer repõe as perdas inflacionárias e que representaria uma redução dos salariais dos profissionais de TI em todo o Estado.

Ânimos acirrados

"A palavra indignação é forte demais, mas também não é fraca o suficiente. Não é possível. Primeiro, não está contemplando nem a inflação do período, segundo, parcelando. O que quer mexer, quer mexer para piorar. É preciso manter o que é de direito do trabalhador. Não se pode aceitar a tentativa de retrocesso. Não me sinto contemplado por estas propostas e a categoria também não se sentirá", afirmou o presidente do Sindpd, Antonio Neto.

O Sindpd reclama também que o Seprosp teria negado 90% da pauta de reivindicações dos trabalhadores. Um dos motivos de divergência foi a proposta patronal de estabelecer o valor do auxílio-refeição por região. Para a capital foi sugerido o valor de R$ 16,50 e, para as demais localidades do Estado, de R$ 15,70, considerando a jornada de oito horas diárias.

O principal argumento do Seprosp é a crise econômica e o impacto sofrido pelas empresas do setor. "Estou transferindo o sentimento das empresas no momento", justificou o presidente do Seprosp, Luigi Nese.

As propostas de cada lado

Para entender melhor a campanha salarial de TI de 2016, confira as propostas de cada sindicato:

O que propõe o Seprosp

- Reajuste salarial escalonado e parcelado: Salário de até R$ 2 mil reais - 8%; De R$ 2 mil a 5 mil reais - 5,5% + uma parcela de R$ 50; Acima de R$ 5 mil reais - 4% com acréscimo de R$ 125 na parcela;

- Salários normativos sem proposta de reajuste;

- Vale-refeição (VR) de R$16,50 para profissionais alocados na capital, e de R$ 15,70, para os das demais regiões;

- Retirada da obrigatoriedade de apresentação do programa de Participação nos Lucros e/ou Resultados;

- Retirada da multa em caso de descumprimento do prazo para realização das homologações;

Reivindicação do Sindpd

- Reajuste salarial e nos pisos de 13,61%;

- Vale-refeição (VR) de R$20 e R$ 15 à categoria, considerando jornadas de oito e seis horas diárias, respectivamente;

- Multa em caso de descumprimento do prazo (120 dias) para apresentação da proposta de PLR;

- Assistência Médica sem ônus para os profissionais;

- Licença maternidade de 180 dias;

- Auxílio-alimentação no valor fixo de R$90 reais:

- Reembolso de 50% do valor da mensalidade ao empregado que estiver fazendo curso que vá ao encontro dos interesses da empresa;

- Dia livre em 19 de outubro (dia do Profissional de TI);

- Vale-Cultura;

- Adicional de 3% do salário mensal do empregado, para cada cinco anos trabalhados, a título de quinquênio;