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Caminhos que a computação em nuvem deve trilhar neste ano

Claramente, a nuvem — especialmente a nuvem híbrida — está se transformando em uma plataforma para inovação

14 de Fevereiro de 2017 - 09h03

O ano está começando e com ele criamos novas expectativas sobre o que a tecnologia nos trará. A IBM já adianta que um grande destaque será a força congregadora da computação em nuvem. Em 2016, uma importante questão colocada pelas empresas e CIOs era se deveriam migrar para a nuvem. Em 2017, a questão será: qual é a melhor maneira de adotar cloud.

Uma pesquisa global da IBM, realizada com mais de mil executivos de 18 indústrias aponta que quase todas as empresas respondentes estão usando a nuvem, mas apenas em algumas áreas dos seus negócios. Para 78% dos entrevistados, suas iniciativas na nuvem são coordenadas ou totalmente integradas, em comparação a 34% em 2012. Ao mesmo tempo, espera-se que quase metade das cargas de trabalho permaneçam on-premises, com servidores dedicados.

À medida que as empresas continuam a se beneficiar da integração de sua infraestrutura local com a nuvem, elas também aumentam seus investimentos em novas cargas de trabalho em nuvens públicas. Claramente, a nuvem — especialmente a nuvem híbrida — está se transformando em uma plataforma para inovação.

Nesse contexto, a seguir estão cinco tendências emergentes que a IBM prevê para a nuvem em 2017:

1) A ascensão da computação cognitiva será impulsionada pela nuvem: Um número crescente de coisas das quais dependemos — seja na vida pessoal ou profissional — reside no crescente oceano de dados que nos rodeia. Uma indiscutível banalidade da era digital é que os dados estão aumentando em uma velocidade mais rápida do que a nossa capacidade de entendê-los. De fato, 80% dos dados do mundo são essencialmente "escuros" (coletados e armazenados por computadores) mas invisíveis e inutilizáveis pelos seres humanos. Sistemas cognitivos, disponíveis através da nuvem, estão levantando o véu sobre os chamados "dados escuros".  Servidores, armazenamento e software agora estão sendo construídos para um mundo de nuvem híbrida, que está se movendo rapidamente para soluções cognitivas. Tudo isso possível por sistemas computacionais que podem entender, aprender e raciocinar. Em 2017, as soluções cognitivas disponibilizadas através da nuvem continuarão impulsionando novas experiências e transformando indústrias inteiras, desde serviços financeiros e varejo até saúde e companhias aéreas. 

2) Blockchain está trazendo confiança à era digital e da nuvem: Um dos avanços tecnológicos mais empolgantes nos últimos anos é o advento de blockchain, a primeira plataforma global e peer-to-peer para negócios e transações pessoais. Blockchain é um ledger (palavra inglesa que significa livro-razão em contabilidade) confiável, e protegido por criptografia avançada, o que o torna o sistema mais seguro e a prova de falhas já desenvolvido para a era digital. Apenas um círculo fechado de participantes tem acesso e cada parte só pode ver as informações que eles estão autorizados a ver dentro de uma transação. Cada vez mais empresas e organizações estão escolhendo blockchain na nuvem. Esta tendência continuará em 2017. De fato, estima-se que a aplicação de blockchain às cadeias logísticas globais pode gerar mais de US$ 100 bilhões em eficiência anualmente. Os melhores sistemas são construídos à escala, amplamente acessíveis e consumíveis como APIs ou soluções na nuvem. 

3) Computação em nuvem “serverless” está eliminando a complexidade e custo para desenvolvimento de aplicativos: Uma tecnologia emergente chamada "computação sem servidor" faz com que o uso de servidores virtuais e físicos seja completamente invisível para os desenvolvedores. Esta tecnologia, entregue através da nuvem, está começando a desvendar vantagens competitivas que mudam o jogo para organizações de todos os portes. Em 2017, mais empresas aproveitarão seus benefícios, incluindo tempo de desenvolvimento reduzido e menor custo. 

4) Segurança: a computação em nuvem facilitará a segurança. Em 2016, vimos muitas notícias sobre brechas de segurança em TI que afetaram negócios, governos e cidadãos. E preocupações com a segurança ainda aparecem como um grande inibidor da adoção de computação em nuvem. Embora a ameaça seja real, os principais provedores de nuvem estão tomando medidas extraordinárias para construir proteções de segurança.

Em 2017, novas capacidades cognitivas acelerarão a transformação das vulnerabilidades de segurança percebidas da nuvem em uma força. Utilizando a inteligência de segurança, as soluções cognitivas geram não apenas respostas, mas hipóteses, raciocínio baseado em evidências e recomendações para melhorar as tomadas de decisão. Como resultado, a segurança cognitiva ajudará a lidar com a falta de habilidades atuais, acelerar as respostas e reduzir o custo e a complexidade de lidar com o cibercrime.

5) A transformação da cultura está impulsionando a jornada para a nuvem: À medida que mais e mais organizações adotam a nuvem, a jornada exigirá uma transformação que vai além da tecnologia. Desenvolvedores, startups e organizações devem mudar sua cultura e priorizar a experiência do usuário, valorizar a colaboração, a liberdade de experimentar e um foco acentuado de negócios. Em 2017, veremos mais empresas de TI criando espaços físicos reais que envolvem centros de inovação ou garagens — a IBM Brasil, por exemplo, vai lançar o espaço Garagem 11.57 ainda no início deste ano em sua sede em São Paulo, voltado para startups e parceiros implementarem soluções em sua plataforma na nuvem, o Bluemix. Espaços assim, onde o talento é atraído e nutrido, pequenas equipes podem se reunir para aprender novas habilidades e colaborar em avanços inovadores. Plataformas na nuvem irão acelerar a inovação e o papel-chave da tecnologia da informação na transformação dos negócios e da sociedade.

*Tomaz Oliveira é vice-presidente de cloud computing da IBM Brasil.