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Calculadora interativa estima economia de prefeituras com informatização de processos

Ferramenta mostra ao cidadão os custos que as gestões municipais possuem e que poderiam eliminar ao optar pela total eliminação do papel

06 de Julho de 2018 - 11h02

A startup 1Doc criou uma calculadora interativa que consegue estimar quanto prefeituras poderiam economizar com recursos públicos caso a tramitação de processos e de comunicação fossem feitos digitalmente.

O objetivo da ferramenta on-line é mostrar ao cidadão o quanto os municípios poderiam economizar se eliminassem completamente o uso de papel na rotina diária de trabalho, no conceito conhecido como papel zero. A calculadora consegue fazer a estimativa dos mais de cinco mil municípios existentes no Brasil.

Jaison Niehues, sócio-fundador da 1Doc, comenta que a principal missão da calculadora é abrir os olhos, não só da população, mas dos próprios gestores municipais com o alerta de que boa parte do custo originado com a impressão de trâmites poderia ser evitado com o uso da digitalização. "A questão fundamental é que se o órgão público não se modernizar, buscando ferramentas que auxiliem nesse processo, não é só o dinheiro público que será cada vez mais desperdiçado, mas também a responsabilidade com o próprio meio ambiente que é colocada em risco", diz.

A 1Doc conseguiu criar critérios de cálculos de economia a partir dos indicadores obtidos na base da sua plataforma com as prefeituras que utilizam a solução. Com isso foi possível replicar o mesmo modelo e prever a economia para todos os munícipios do País, cruzando com informações do IBGE. A calculadora analisa os custos diretos, que envolvem as impressões e cópias dos processos, como memorandos e ofícios, e os custos indiretos, como gasto de combustível e deslocamento para entrega dos documentos.

No papel

A cidade de Ouro Preto, no interior de Minas Gerais, por exemplo, que possui cerca de 74 mil habitantes e aproximadamente 2,4 mil servidores na prefeitura, poderia economizar diretamente R$7,3 mil e indiretamente, R$ 48 mil, por mês, com a eliminação do uso do papel. Já uma cidade de 6,5 milhões de habitantes, como o Rio de Janeiro, que tem cerca de 117 mil servidores alocados, poderia economizar diretamente R$ 3,2 milhões e indiretamente, R$ 16 milhões, por mês, com esse mesmo processo de digitalização.

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