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Broadcom faz oferta de compra hostil de US$ 130 bilhões pela rival Qualcomm

Se concretizado, negócio resultará em uma das maiores fabricantes de chips do mundo. Ações da Qualcomm subiram 13% na última sexta-feira, 3, por causa do anúncio

06 de Novembro de 2017 - 12h44

A Qualcomm está novamente na mira da arquirrival Broadcom. Segundo reportagem do The Wall Street Journal e da rede de TV CNBC, que citam fontes familiarizadas com o assunto, a Broadcom se prepara para fazer uma oferta hostil da ordem de US$ 130 bilhões para adquirir a fabricante de chips com sede em San Diego, na Califórnia. A oferta equivale a US$ 70 por ação em mãos de acionistas da Qualcomm. 

As ações da Qualcomm,devido aos rumores, subiram 13% na bolsa de Nova York na última sexta-feira, 3, para cerca de US$ 62. Já os papéis da Broadcomm avançaram 5,5%, atingindo US$ 14,14.

Se concretizado, o negócio poderá resultar na maior fabricante de chipsets do mundo. Entretanto, há muito ceticismo ao redor do assunto. Reportagem da Fortune lembra que a Broadcom ainda necessita da aprovação para a compra da Brocade, por US$ 6 bilhões, anunciada em novembro do ano passado. Além disso, a própria Qualcomm se encontra no meio da aquisição de US$ 39 bilhões da NXP enquanto encara a Apple em uma sucessão de batalhas legais.

De acordo com a CNBC, a Broadcom tem trabalhado em sua proposta por meses e já havia abordado a Qualcomm em uma oferta privada, que foi rapidamente recusada. Originalmente, a companhia comandada pelo CEO Hock E. Tan considerou a tentativa de comprar a Qualcomm antes do acordo da compra da NXP há mais de um ano. 

Desta vez, entretanto, a Broadcom parece estar determinada a atrair a atenção dos acionistas da Qualcomm. Pessoas próximas as estratégias de Tan disseram à CNBC que o executivo não recuará em seu objetivo de ganhar algumas cadeiras no conselho de diretores da Qualcomm.

Representantes das duas companhia não repercutiram oficialmente a notícia.