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Brics criam plano para impulsionar economia digital e TICs

Como parte do plano definido por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul está a construção de uma rede de cabos submarinos que una os países

18 de Novembro de 2016 - 14h32

Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul estabeleceram uma agenda de planos de ação para aprofundar e desenvolver a cooperação multilateral em economia digital e tecnologias da informação e comunicações (TICs). A decisão foi tomada durante o 2º Encontro de Ministros das Comunicações dos Brics, realizado em Bangalore, na Índia. O secretário de Telecomunicações, André Borges, representou o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) na reunião do grupo.

Os Brics definiram seis planos de ação, com distribuição de responsabilidades. Por meio das secretarias de Telecomunicações (Setel) e de Política de Informática (Sepin) do MCTIC, o Brasil assumiu compromisso de liderar duas frentes: agendas nacionais digitais, ao lado da África do Sul, e impulsionar o comércio entre empresas (B2B), com a China. O país pode, ainda, contribuir nos debates em torno dos outros quatro tópicos ¾ pesquisa, desenvolvimento e inovação; reforço das capacidades; governo eletrônico, incluindo aplicações móveis; e engajamento e articulação internacional.

Planos de ação

Segundo Borges, nos debates, os países apontaram agendas digitais nacionais como elementos cruciais para consolidar o crescimento econômico e social, ao alimentar e desenvolver o ecossistema doméstico de TICs. "Foi uma grande conquista fechar essa agenda, porque agora estamos transformando várias ideias e posições, antes em campo prospectivo, em planos de ação sólidos", diz o secretário.

O plano de ação prevê o compartilhamento de informações e estudos de caso em políticas e programas; o estimulo a implantação e o uso da banda larga; promoção de intercâmbio de especialistas e workshops; incentivo a comunicação direta entre ministérios, instituições governamentais e agências; identificação de desafios e boas práticas nas esferas política, de regulação e segurança; além da exploração de oportunidades para construção de uma rede de cabos submarinos que una os Brics, capaz de suprir necessidades globais via parcerias público-privadas (PPBs).