Tecnologia

Brasil sobe 5 posições e é o 64º país mais inovador do mundo

China entra no top 20 e Suíça lidera Índice Global de Inovação (GII), publicado anualmente pela Universidade Cornell, Insead e OMPI

11 de Julho de 2018 - 11h14

O Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês), publicado anualmente pela Universidade Cornell, pelo Insead e pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), classifica o Brasil na 64ª colocação, cinco posições acima da edição de 2017. Essa é a melhor posição do País em quatro anos.

O Brasil, no entanto, não é o líder da América Latina. O Chile ocupa a 47ª posição, melhor classificação para a região, graças a pontos fortes em qualidade regulatória, matrículas no ensino superior, acesso a crédito, empresas que oferecem treinamento formal, abertura de novas empresas e fluxos de entrada e de saída de investimentos externos diretos.

A Costa Rica é outro destaque da região, com a segunda melhor colocação, com pontos altos em gastos com educação, acesso a crédito, produção por trabalhador, valor pago por uso de propriedade intelectual, exportações de informações e serviços de tecnologia da comunicação e mídia gráfica e outras mídias.

O terceiro melhor da região é o México, com destaque para facilidade de obtenção de crédito, fabricação técnica, importações exportações técnicas líquidas e exportações de bens criativos.

A publicação destaca, no Brasil, os gastos com P&D, importações e exportações líquidas de alta tecnologia, qualidade de publicações científicas e universidades, especialmente a Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Robson Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), destaca que o Índice Global de Inovação é muito importante para a construção e o aperfeiçoamento das políticas de inovação no Brasil, uma vez que aponta oportunidades para melhoria e pontos fortes. "Também é um instrumento vital para a definição de novas políticas. Com a nova revolução industrial que está por vir, a inovação ganha um novo peso no desenvolvimento e na competitividade das nações, e o Brasil deve se dirigir para esse caminho", afirma.

Global

No âmbito global, o destaque foi a China, que pela primeira vez entrou para a lista das 20 principais economias mais inovadoras, ocupando a 17ª colocação.

A Suíça ocupa a primeira posição do ranking, seguida dos Países Baixos, Suécia, Reino Unido, Cingapura, Estados Unidos, Finlândia, Dinamarca, Alemanha, Irlanda.

O documento aponta que "a classificação da China em 17º lugar representa um avanço para uma economia que vivencia uma rápida transformação guiada por uma política governamental que prioriza a pesquisa e o intenso desenvolvimento da engenhosidade."

O ranking

O GII chega à sua 11ª edição como uma ferramenta quantitativa detalhada que auxilia na tomada de decisões. O índice classifica 126 economias com base em 80 indicadores. Os itens vão desde as taxas de depósito de pedidos de propriedade intelectual até a criação de aplicativos para aparelhos portáteis, gastos com educação e publicações científicas e técnicas. No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Sebrae são parceiros no lançamento da edição deste ano.

Insumos e condições institucionais

O Brasil subiu no ranking quando considerados os chamados insumos de inovação, ficando na 58ª posição. Neste indicador, são levados em consideração itens como instituições, capital humano, pesquisa, infraestrutura e sofisticação de mercado e negócio. No ano anterior, havia ficado em 60º lugar.

Os melhores índices registrados no país foram nos quesitos de gastos em educação (23º colocado) , investimento em Pesquisa e Desenvolvimento (27º), dispêndio de empresas em P&D (22º) e qualidade das universidades (27º). Os autores também destacaram a capacidade de absorção de conhecimento (31º), pagamentos em propriedade intelectual (10º), importações de alta tecnologia (23º) e escala de mercado (8º).

Já os pontos fracos foram apontados pelo relatório nas instituições (82º), ambiente de negócios (110º), facilidade de abertura de negócios (123º), graduados em engenharias e ciências (79º), crédito (104º) e a formação de capital bruto (104º).

Produtos e inovação

Já nos produtos da inovação, o Brasil foi para o 70º lugar. Nessa categoria são considerados produtos científicos e tecnológicos e indicadores relacionados a eles, como patentes e publicações em revistas e periódicos acadêmicos. O índice subiu em relação ao ano anterior, quando ficou na 80ª colocação.

No índice de eficiência de inovação, o Brasil pulou para a 85ª posição. Esse indicador mede o quanto um país consegue produzir tecnologia frente aos insumos, condições institucionais e estrutura de capital humano e pesquisa. Neste quesito foi registrada a maior diferente na comparação com 2017, quando a posição conquistada foi a de número 100.

*Com Agência Brasil

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