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Brasil perdeu quase 14 milhões de linhas de celular em 2016, diz Anatel

O cancelamento das linhas pré-pagas foi ainda maior: 19,841 milhões no ano

19 de Janeiro de 2017 - 14h52

O expressivo encolhimento na base de linhas pré-pagas no Brasil  (19,841 milhões no últimos 12 meses) levou o mercado de telefonia móvel a encerrar 2016 com 244.066.759 de linhas móveis em operação, uma queda de 5,33% em comparação com 2015, com redução de 13,748 milhões de linhas, segundo dados divulgados pela Agência Nacional de Telecomunicações. Isso porque o crescimento dos planos pós-pagos não acompanhou o abandono do pré-pagos. Foi de  6.093.846 de linhas (mais 8,32% em relação à 2015).

Com este resultado, segundo a consultoria Teleco, a participação do pré-pago no total de celulares do Brasil, que já foi de 83% em 2009, vem caindo nos últimos quatro anos atingindo cerca de 67% em dezembro de 2016. 

A Anatel atribui o encolhimento da base à redução da tarifa de interconexão (cobrada entre empresas fixas e móveis) e do valor de remuneração de uso de rede das prestadoras móveis (VU-M) praticados entre as operadoras. Com preços menores das ligações de uma empresa para a outra, os consumidores cancelaram os chips de diferentes prestadores.

Ainda na opinião da agência reguladora, a desaceleração econômica também contribuiu para encolhimento da base de acessos móveis. O que a Anatel não cita, mas não pode deixar de ser considerado nesse cenário, é o aumento crescente das comunicações a partir de da rede de dados, em função do uso massivo dos mensageiros eletrônicos como WhatsApp, Facebook Messenger e Telegram instalados nos smartphones.

Muitos brasileiros deixaram de ver vantagem em ter mais de uma linha, de diferentes operadoras, para conversas por voz. Passaram a adotar a comunicação através de mensagens, usando os planos de dados móveis e as conexões wifi gratuitas. 

Na opinião da consultoria Teleco, a tendência é que as perdas continuem em 2017, mas com um volume menor. 

Operadoras

Ainda segundo a Anatel, nos últimos doze meses, três operadoras tiveram decréscimo de linhas móveis: Oi (12,32%), América Móvil - Claro S.A (8,8%) e Telecom Italia - Tim (4,25%).

Já na variação mensal,  novembro e dezembro de 2016 dois grupos sofreram uma queda no número de linhas ativas: Oi (7,13%) e América Móvil - Claro S.A (2,76%).

Tecnologias

Nas tecnologias, o WCDMA apresentou nos últimos doze meses queda de 20,13%, redução de 30.018.030 de linhas. No mesmo período, os acessos de quarta geração (LTE) apresentaram aumento de 136,20%, um total de 34.657.660 de linhas.

De novembro para dezembro de 2016, a tecnologia LTE também teve aumento. Houve um acréscimo de 3.998.255 de linhas (7,13%).

Nas projeções da consultoria Teleco, em 2017 os acessos 4G poderão ultrapassar os acesso 3G ativos no país.  Basta que o 4G continue o crescimento explosivo apresentado até aqui. O uso de celulares 4G superou o de celulares 2G em outubro de 2016, confirmando a projeção feita pelo Teleco no início do ano passado.