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Brasil ganha posição em ranking de competitividade, mas cenário ainda desanima

Estsudo, que avalia 63 nações, mostra o país como um dos piores desempenhos, ficando atrás dos outros membros do Brics

24 de Maio de 2018 - 12h18

O Brasil teve a primeira melhora desde 2010 no ranking de competitividade preparado pelo IMD (International Institute for Management Development), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). A 30ª edição do Anuário de Competitividade Mundial (World Competitiveness Yearbook - WCY) mostra que o Brasil ganhou uma posição no ranking, ocupando agora o 60º lugar.

O ranking, que avalia 63 nações, no entanto, mostra o Brasil como um dos piores desempenhos, ficando atrás dos outros membros do Brics (Rússia, Índia, China e África do Sul).

O motivo do pequeno avanço foi o crescimento do PIB. Em 2010, por exemplo, o país estava na 38ª posição, o que mostra o quanto o cenário político e econômico dos últimos anos derrubou a competitividade do país.

Os Estados Unidos ocupam o topo do ranking, seguidos por Hong Kong e, na terceira colocação, Cingapura. O Chile, melhor colocado da América Latina, aparece em 35º lugar.

Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da FDC, avalia que, sem promover as reformas necessárias, em um ambiente de alta turbulência política e incerteza econômica, o Brasil volta, em 2018, a perder oportunidades importantes para avançar nos rankings globais de competitividade.