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Brasil fica atrás de Uruguai, Chile e Argentina em cobertura de redes LTE

Crescimento observado no Chile, Argentina e Colômbia durante os primeiros três meses deste ano é considerado surpreendente pela 5G Americas

02 de Junho de 2016 - 15h45

O ritmo de expansão de redes LTE na América latina continua lento. A cobertura cresceu apenas 2,35 pontos percentuais na região durante o primeiro trimestre de 2016, atingindo penetração regional 11,35% (um crescimento de 2,44 pontos percentuais em relação ao último trimestre de 2015), com destaque para o crescimento de uso no Chile, Argentina e Colômbia. O Brasil segue na quarta posição do ranking em relação à penetração de linhas LTE sobre o total da população.

A Argentina ficou em terceiro lugar da região, à frente da Colômbia (10,27%) que passou a ocupar a 6º posição no ranking, e da Costa Rica (3,06%), que ocupa agora a 12º posição no ranking da América Latina ou primeira posição entre os países da América Central.

O Índice, elaborado com base em informações fornecidas por diversas consultorias, mostra também que o Uruguai se mantém como líder absoluto, com 55,88% de penetração LTE e com ampla vantagem sobre o Chile, segundo mercado melhor colocado com 20,22%.

“Além da liderança do Uruguai, que possui níveis de penetração LTE superiores aos de muitos mercados desenvolvidos, o crescimento observado no Chile, Argentina e Colômbia durante os primeiros três meses deste ano não deixa de ser surpreendente. Tampouco há que considerar que a queda no índice de países como Peru, Bolívia, Equador e República Dominicana deve ser interpretada como estagnação destes mercados. Pelo contrário, seguem crescendo de forma saudável, mas não tão rapidamente como alguns de seus vizinhos”, comentou José Otero, Diretor da 5G Americas para América Latina e Caribe.

O índice confirma que a América Central continua sendo a região mais lenta para adoção da LTE na América Latina, com 3 mercados da área: Honduras, Guatemala e Nicarágua – exibindo níveis de penetração inferiores a 1%. El Salvador e Cuba mantém-se como os únicos dois mercados da região sem nenhuma rede LTE com oferta comercial destes serviços durante o primeiro trimestre de 2016.

“Na perspectiva de nossa organização, os níveis de penetração LTE têm melhorado e continuarão a crescer em função da maior cobertura geográfica da tecnologia, maior disponibilidade de dispositivos capazes de se conectar à estas redes e um maior conhecimento destes benefícios por parte dos usuários, que conseguem acessar à internet com velocidades superiores a 10 Mbps”, complementou Otero.

O índice de penetração da LTE foi elaborado pela 5G Americas com informações estatísticas fornecidas pelas consultorias: 451 Research, Carrier & Asociados (Argentina), ITC SA (Uruguai), Ovum, Teleco (Brasil), The Competitive Intelligence Unit – The CIU (México), e dados populacionais da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL).