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Brasil é o que mais investe em software na América Latina, que ainda está muito aquém da Europa

A indústria de software foi responsável por 910 bilhões de euros do PIB europeu, enquanto no Brasil chegou a U$ 12,3 bilhões

15 de Dezembro de 2016 - 12h01

A indústria de software foi responsável por 910 bilhões de euros do PIB europeu, levando em conta impactos diretos e indiretos, em 2014. O número representa mais de 7% do produto interno bruto da região no período. Diretamente, os softwares somaram 249 bilhões de euros ao montante.

Os dados são de pesquisa da BSA| Software Alliance, organização global que defende o setor de softwares contra a pirataria, em parceria com a The Economist Intelligence Unit, unidade de consultoria da revista inglesa The Economist, e levam em conta os 28 países que compõem a União Europeia. O estudo ainda indica que o setor é responsável por 3,1 milhões de empregos diretos na região. O número sobe para 11,6 milhões de vagas quando são contabilizadas vagas indiretas.

“O impacto econômico dos softwares é indiscutível, mas os verdadeiros ganhos estão em como indivíduos, empresas e governos estão usando seus recursos com mais eficiência, tomando melhores decisões e conquistando uma série de outros benefícios que impulsionam negócios e melhoram a qualidade de vida das pessoas graças a eles”, conta o diretor geral da BSA para o Brasil, Antônio Eduardo Mendes da Silva (“Pitanga”). Segundo ele, a tendência também é vista no Brasil.

De acordo com estudo da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software), os investimentos da indústria de software no Brasil cresceram 30,2% em 2015 em relação ao ano anterior, chegando a U$ 12,3 bilhões. O mercado de TI no Brasil, que engloba não apenas softwares, mas também hardware e serviços, aumentou 9,2% no mesmo período. O país é o que mais investiu no setor na América Latina: US$ 59,9 bilhões no mesmo ano.

“Os aplicativos de celulares, que são tão vitais para as nossas vidas, também são softwares”, lembra Pitanga.  O porta-voz ainda acrescenta que a computação em nuvem e o armazenamento e análise de big data só são possíveis por meio de softwares.