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BNDES lança edital de R$ 20 milhões para financiamento de projetos de IoT

Intenção do BNDES é fomentar a criação de casos de uso com empresas de tecnologia e unidades de ensino e pesquisa

14 de Junho de 2018 - 16h06

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou nesta quinta-feira (14/6) o edital para financiamento de projetos piloto em internet das coisas (IoT). O banco disponibilizará R$ 20 milhões em uma linha não reembolsável para consórcios montados por instituições de ensino e pesquisa interessados em desenvolver soluções para áreas prioritárias como mobilidade, segurança pública, eficiência energética e saneamento no âmbito das cidades, monitoramento contínuo no tratamento de doenças crônicas, prevenção de epidemias e eficiência na gestão no âmbito da Saúde e o uso eficiente de insumos e recursos naturais, de maquinário, além de segurança sanitária no âmbito Rural.

"Estamos encarando esse como o passo inicial de uma política de estado para o desenvolvimento da internet das coisas", disse Julio Cesar Maciel Ramundo, diretor do banco. "Nosso sonho é juntar a conectividade que vai haver entre as coisas com uma ampla gama de novas tecnologias, como a Inteligência Artificial, para transformar em valor produtos e serviços na ponta. No fundo nós estamos tratando aqui da possibilidade de geração de inúmeros negócios, de inúmeras soluções, capazes de gerar aumento de produtividade sistêmica na economia pela incorporação de tecnologia", completou.

Nesse primeiro momento a intenção do BNDES é fomentar a criação de casos de uso junto com empresas de tecnologia e unidades de ensino e pesquisa. Outras formas de financiamento de projetos de IoT ainda serão anunciados pelo banco este ano, segundo Ramundo.

A chamada atual do programa BNDES Pilotos IoT contempla três atores, como já havia adiantado meses atrás, em um evento em São Paulo, Carlos Azen, gerente do Departamento de Indústrias de Tecnologia de Informação e Comunicação do banco: o cliente ou demandante (no caso de cidades, as prefeituras), a instituição de ensino tecnológica que vai desenvolver a tecnologia e uma empresa ou um ente privado que vai, depois, comercializar a tecnologia.

O banco deverá dispor de R$ 1 milhão a R$ 2 milhões para financiar metade do valor do projeto. A outra metade será a contrapartida dos consórcios. Então estamos falando de projetos de R$ 2 milhões para cima.

As propostas devem ser apresentadas até agosto. Contratações devem começar a partir de setembro. A intenção do banco é começar a fazer as primeiras liberações de recurso ainda este ano.

O objetivo final é o de que muitos demandantes dos pilotos comecem a implementar as tecnologias e soluções testadas e que elas possam ser facilmente replicadas, segundo os executivos do banco presentes ao lançamento. A equipe do BNDES também quer estimular ao máximo a formação de consórcios que tornem os pilotos o mais colaborativos possível.

Importante: os projetos também poderão se ser apoiados por outro instrumento de fomento, além do BNDES Pilotos IoT, simultaneamente, desde que não haja sobreposição dos apoios financeiros, ou seja, que eles não apoiem os mesmos itens, atividades ou equipamentos. Quando houver outra fonte de recursos além do BNDES Pilotos IoT, os valores e nome das instituições que farão o aporte devem ser apresentados na consulta.

É desejável que o projeto conte com co-financiadores diversificados e reconhecidos no setor e no apoio à inovação. Nota-se que a obrigação contratual de aportar a contrapartida no projeto será da instituição tecnológica, que poderá compor esta contrapartida com apoio financeiro das empresas envolvidas no piloto e outras instituições, tais como Embrapii, Senai, Finep, Ministério da Saúde, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa, seguindo critérios específicos dos instrumentos de apoio destas instituições.

Como solicitar?

Todo o material referente ao BNDES Pilotos IoT está disponível para download no site do BNDES.