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Como comprar commodity e entregar valor à TI

08 de Setembro de 2015 - 10h56

Commodities são produtos que possuem um valor comum e o preço é regulado externamente. Estes produtos não possuem diferenciais e valor agregado, por isso, quem dita seu preço final ao consumidor é o mercado. Segundo o Dicionário Aurélio, Commodity é tudo aquilo que, se apresentando em seu estado bruto (mineral, vegetal etc.), pode ser produzido em larga escala; geralmente se destina ao comércio exterior e seu preço deve ser baseado na relação entre oferta e procura.

Mesmo sendo a área voltada à inovação, há algum tempo no mercado de TI as empresas vêm adotando a ideia de usar produtos de TI commodity na construção de suas arquiteturas de tecnologia, cujo único motivo de interesse é o baixo valor de aquisição.

Esse movimento traz uma grande pressão aos fornecedores de TI para que possam entregar valor com seus próprios produtos. Desta forma, as empresas de armazenamento estão encarando este desafio como uma oportunidade de escutar o mercado e entregar o que ele pede e precisa. Um dos caminhos encontrados é o conceito SDS (Software-Defined Storage ou, em português, Armazenamento Definido por Softaware).

E o que seria o SDS? Basicamente é a capacidade de, por meio de um software de infraestrutura, criar uma camada de inteligência e abstração que traz o valor ou serviços diferenciados de storage para arquiteturas de armazenamento commodities ou até discos internos de servidores commodities.

Já existem plataformas de Armazenamento Definido por Software que, por exemplo, podem agregar uma série de servidores com discos internos baratos e entregar um array de alta performance, com serviços de clonagem e provisionamento virtual muito similar ao encontrado em armazenamentos de altíssima qualidade, vendidos pelos fornecedores mais reconhecidos.

Mas, e as empresas de hardware? Estarão fadadas ao desaparecimento? Hoje, a principal estratégia está na escolha. Escolha dos clientes de encontrar as melhores soluções, que apresentem os melhores resultados para os seus desafios de negócio. Dessa forma, incorporar soluções de hardware a esse mundo de software está perfeitamente adequado aos anseios dos departamentos de TI.

Existem muitas funções que, por mais que a empresa queira abstrair em software, não são possíveis. Ou por serem projetos de hardware específicos, com características que vão além do que uma solução commodity possa entregar, ou porque um fornecedor de uma solução completa pode dar a segurança da entrega de serviço muito melhor, devido à integração entre hardware, software e serviços (um perfeito exemplo é o modelo Apple / Macintosh).

Soluções de Armazenamento Definido por Software trabalham como orquestradores que podem, por um lado, abstrair, consolidar e automatizar um volume enorme de discos commodities e aplicar serviços de dados sobre eles, como também podem gerenciar subsistemas de armazenamento e publicar aos clientes os diferencias desses sistemas. Chamamos isso de escolha.

Em resumo, seja com commodities ou com hardware com finalidades específicas (ou appliances), nada substitui a qualidade e criatividade para criação de soluções que geram valor ao cliente.

* Joel Brawerman é diretor de Pré-Vendas da EMC para América Latina

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